Propostas têm 'tido uma recepção' entre caminhoneiros, diz Dilma

Após mais de 10h de reunião nesta quarta-feira (25) entre caminhoneiros, empresários e governo, as lideranças grevistas aceitaram um pacote de propostas do governo

iG Minas Gerais | Folhapress |

Bloqueio. 
Manifestantes na BR–381, perto de Igarapé, só deixaram passar cargas vivas e remédios
MOISES SILVA / O TEMPO
Bloqueio. Manifestantes na BR–381, perto de Igarapé, só deixaram passar cargas vivas e remédios

Questionada nesta quinta-feira (26) sobre a greve de caminhoneiros que ainda paralisa estradas pelo país, a presidente Dilma Rousseff se limitou a dizer que o pacote de propostas do governo tem "tido uma recepção" junto a lideranças do movimento, e que o governo está empenhado em resolver o problema.

"Nós apresentamos um conjunto de propostas. Esse conjunto de propostas foi divulgado pelos órgãos de comunicação e a gente tem visto que elas têm tido uma recepção", disse ela, depois do lançamento do programa Bem Mais Simples.

"Os ministros responsáveis estão todos em atividade e trabalhando nessas propostas. O governo está fazendo todo um esforço na questão da resolução da greve".

Após mais de 10h de reunião nesta quarta-feira (25) entre caminhoneiros, empresários e governo, as lideranças grevistas aceitaram um pacote de propostas do governo que representa uma forte cessão à pauta dos trabalhadores.

Nesta quinta (26), apesar da continuidade de parte dos bloqueios, há já um movimento de desmobilização.

Em seu pacote, o governo mediou a criação de um tabela de preços de fretes, suspendeu por um ano o pagamento linhas de crédito do BNDES para a aquisição de caminhões e garantiu que o preço do diesel não subirá por seis meses.

O movimento, que começou na semana passada, ganhou força e amplitude nacional nesta segunda, quando Rodovias no Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais foram bloqueadas, causando prejuízo a produtores rurais e indústrias dessas regiões.

As principais queixas dos caminhoneiros são o aumento no preço do diesel e dos pedágios, o que aumenta os custos de transporte em um cenário desfavorável para reajustes nos preços dos fretes.

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