Negociação com sindicalistas

iG Minas Gerais |

Brasília. O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou ontem a representantes de centrais sindicais que o país precisa de um ajuste fiscal e recomendou que, em vez de defender a rejeição das propostas do governo, elas dirijam o debate para o aperfeiçoamento das medidas.

Cunha recebeu dirigentes da CUT, da Força Sindical, CTB, CGBT e UGT que não aceitam as mudanças nas leis trabalhistas e previdenciárias lançadas pelo governo para economizar R$ 18 bilhões neste ano. A reivindicação é para que o Congresso derrube as medidas provisórias. São modificações nas regras para concessão de seguro-desemprego, abono salarial, pensão por morte e seguro-defeso para pescadores artesanais.

“Não quis entrar em conteúdo. Eu coloquei para eles que, independente, ou não, de concordar com conteúdo, tem que ter ideia da necessidade de um debate de que alguma medida tem que ser adotada. Isso já está lá. É mais importante focar o conteúdo para ver o que pode aperfeiçoar do que só necessariamente ficar contra o processo”, disse o deputado.

Ele voltou a defender uma discussão rápida do pacote. Pelas regras do Congresso, as medidas provisórias precisam ser aprovadas até maio. “A gente fica dizendo que é contra, mas tem que entrar no conteúdo e debater o que pode, ou não, mudar”, completou.

As centrais sindicais também se reuniram com o governo federal para tentar negociar a revogação das MPs. Foi a terceira rodada de negociações entre trabalhadores e representantes do governo.

Além das centrais sindicais, participaram do encontro os ministros Nelson Barbosa (Planejamento), Carlos Gabas (Previdência), Manoel Dias (Trabalho) e Miguel Rossetto (Secretaria Geral da Presidência).

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