PF não investigou deputados

iG Minas Gerais |

Precaução. Percebendo manobra da defesa da OAS, Moro avisou que não houve invasão de competência
FÁBIO MOTTA / ESTADÃO CONTEÚDo - 16.9.2014
Precaução. Percebendo manobra da defesa da OAS, Moro avisou que não houve invasão de competência

Curitiba. O juiz federal Sérgio Moro, que conduz todas as ações da operação Lava Jato, afirmou ontem que não houve investigação da Polícia Federal contra os ex-deputados Luiz Argôlo (SD-BA) e André Vargas (sem partido-PR).

Anteontem, oito advogados dos executivos da empreiteira OAS que são acusados de envolvimento com o cartel instalado na Petrobras, pediram à Justiça Federal no Paraná que determinasse novo depoimento do delegado Marcio Adriano Anselmo, da Polícia Federal, integrante da equipe que investiga o esquema de corrupção e propinas na estatal. A defesa alegou “possibilidade de edição completa dos arquivos” de escutas telefônicas e seus conteúdos.

Os advogados sustentavam que os investigadores sabiam que entre os monitorados da Lava Jato que mantinham contato com o doleiro Alberto Youssef – personagem central das fraudes e dos desvios – estavam pelo menos dois ex-parlamentares, Luiz Argôlo e André Vargas. Por isso, a defesa pede que a PF entregue os documentos originais das interceptações de comunicações pelo BlackBerry.

“A tese sugerida por parte das Defesas é a de que Polícia Federal teria investigado indevidamente André Vargas e Luiz Argôlo, então Deputados Federais, no decorrer do ano de 2013, em suposta usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal”, diz Moro. “Em nenhum momento, pelo que consta nos autos, houve qualquer ato investigatório direto contra Luiz Argôlo ou contra André Vargas, mesmo não tendo então a Polícia Federal a confirmação de suas reais identidades”.

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