Cardozo terá que se explicar

iG Minas Gerais |

Brasília. A Comissão de Ética Pública da Presidência decidiu ontem, pedir explicações ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, sobre encontros que manteve com advogados ligados à operação Lava Jato O ministro terá um prazo de dez dias para apresentar os esclarecimentos solicitados pela comissão, que só então decidirá se abre processo ou não para apurar o caso.

“Não posso prejulgar nada, não posso falar (sobre a conduta do ministro) porque provavelmente serei um dos que vai votar”, disse o presidente da Comissão de Ética, Américo Lacombe, ao comunicar a decisão.

Questionado se receberia advogados de empresas investigadas pela Polícia Federal se fosse ministro da Justiça, Lacombe respondeu: “Quando era juiz, recebia todos. Trabalhava com porta aberta, os advogados entravam na minha sala livremente.”

Pela manhã, Cardozo recebeu o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e afirmou que nunca deixará de receber advogados que o procurarem. “Eu, como ministro da Justiça, jamais deixarei o pedido de atender advogados, juízes, promotores ou defensores. É nosso dever legal. Se há pessoas que ainda não ajustaram suas mentes ao Estado de Direito, cabe a nós lutar para que isto ocorra”, afirmou Cardozo. O ministro também disse não ter previsão de receber outros advogados para tratar da Lava Jato.

Além do presidente nacional da OAB, Marcus Vinícius Coêlho, outros 12 representantes da classe tiveram uma audiência com Cardozo. “Já imaginei que teria polêmicas como ministro da Justiça, mas jamais pensei que eu teria que polemizar sobre o fato de se uma autoridade deve receber advogados ou não”, afirmou Cardozo.

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