Lula não é porta-voz do Executivo, diz presidente do PT

Rui Falcão negou que ex-presidente esteja atuando para convencer os parlamentes petistas a apoiar as medidas de ajuste fiscal

iG Minas Gerais | Folhapress |

Lula não é porta-voz do Executivo, diz presidente do PT
MARCIO FERNANDES - 1.4.2013
Lula não é porta-voz do Executivo, diz presidente do PT

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, negou na noite desta quarta-feira (25) que o ex-presidente Lula esteja atuando para convencer os parlamentes petistas a apoiar as medidas de ajuste fiscal lançadas pelo governo.

Lula está em Brasília para um jantar com senadores do PT. Segundo Falcão, que também está presente ao encontro, o ex-presidente foi chamado apenas para dialogar com os parlamentares e os escutar.

"Presidente veio aqui para ouvir senadores do PT e para dialogar com eles. Não veio aqui para fazer convencimento de ninguém até porque todo mundo tem formação política suficiente, conhece as propostas e tem tirocínio para opinar. Presidente Lula não está sendo porta-voz de convencimento do Executivo não", afirmou, ao chegar para o jantar.

Os senadores do próprio PT já reclamaram das medidas que alteram as regras de acesso a benefícios trabalhistas e previdenciários e sinalizaram ao governo o desejo de que ele voltasse atrás nas medidas.

Desde que as mudanças nas regras foram anunciadas pelo governo, em dezembro, como parte dos esforços do governo para melhorar as contas públicas, as centrais sindicais se manifestaram contra as iniciativas e determinaram um processo de negociação com o governo.

Falcão afirmou ainda que a intensa movimentação de ministros do Planalto e da equipe econômica para convencer os parlamentares sobre a necessidade de aprovação das medidas que alteram as regras de acesso a benefícios trabalhistas e previdenciários é normal.

"Isso faz parte da dinâmica do Parlamento. O executivo manda as medidas provisórias, os projetos de lei e eles são objeto de debate e não necessariamente eles saem como eles chegaram", disse.

O QUE MUDA COM O AJUSTE FISCAL

ABONO SALARIAL Como é: - Basta trabalhar um mês durante o ano e receber até dois salários mínimos Como fica: - Haverá carência de seis meses de trabalho ininterruptos - O pagamento passa a ser proporcional ao tempo trabalhado

SEGURO DESEMPREGO Como é: - Carência de seis meses de trabalho Como fica: - Carência de 18 meses na 1ª solicitação; 12 meses na 2ª e 6 meses a partir da 3ª

PENSÃO POR MORTE Como é: - Não há prazo mínimo de casamento Como fica: - Falecido deve ter 24 meses de contribuição previdenciária. - Será exigido tempo mínimo de casamento ou união estável de 24 meses. - Valor do benefício varia de acordo com o número de dependentes - Prazo de pagamento varia de acordo com a idade

AUXÍLIO DOENÇA Como é: - Benefício é de 91% do salário do segurado, limitado ao teto do INSS - Empresas arcam com o custo de 15 dias de salário antes do INSS Como fica: - O teto será a média das últimas 12 contribuições - Empresas arcam com o custo de 30 dias de salário antes do INSS

SEGURO-DESEMPREGO PARA PESCADOR ARTESANAL Como é: - Benefício não tem as restrições abaixo Como fica: - É necessário exercer a atividade de forma exclusiva - Não é possível mais acumular outros benefícios - É preciso ter registro de pescador há três anos ou mais - Deve comprovar que comercializa a produção de peixes

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