Detento solto por engano se entrega em delegacia de Montes Claros

Homem de 28 anos é suspeito da morte da ex-namorada, e foi liberado do Presídio Regional da cidade, na última sexta-feira (20)

iG Minas Gerais | Gustavo Lameira |

Jovem foi morta a facadas dentro de seu apartamento, no bairro Ibituruna
Reprodução/Facebook
Jovem foi morta a facadas dentro de seu apartamento, no bairro Ibituruna

O homem suspeito de matar a ex-namorada a facadas e que foi solto por engano se apresentou na tarde desta quarta-feira (25) em uma delegacia de Montes Claros, no Norte de Minas.

De acordo com a Polícia Civil, o delegado Giovani Siervi, responsável pelo caso, fez contato com o advogado de L. D.F., de 28 anos, e o orientou que convencesse seu cliente a se entregar.

O homem foi preso e posteriormente será reencaminhado a uma unidade prisional da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi). A assessoria da Polícia Civil não deu detalhes de onde o suspeito ficou desde a última sexta-feira (20), quando saiu do Presídio Regional de Montes Claros.

A Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) não tem qualquer informação sobre o detento, exatamente por ele ainda não ter retornado ao sistema.

L. D.F conseguiu a soltura pelo crime de violação à Lei Maria da Penha, mas deveria continuar preso pelo crime de homicídio, não fosse a confusão de um funcionário.

O caso

A estudante de medicina Sara Teixeira de Souza, de 35 anos, foi assassinada pelo ex-namorado dentro de seu apartamento, em Montes Claros, no Norte do Estado, em 5 de agosto de 2014. O crime aconteceu no bairro Ibituruna, considerado de classe média alta na cidade.

O suspeito, que é comerciante, foi preso poucas horas depois de deixar o prédio onde a estudante morava. Ele foi detido na rodoviária da cidade e confessou o crime na delegacia. L.D.F., de 28 anos, contou que esfaqueou a vítima depois de uma discussão, porque teria visto a estudante com outro homem, mas essa informação não foi confirmada. Ele disse também que estava sob o efeito de entorpecentes e remédios de uso controlado e que não lembrava detalhes do que fez.

Na época do crime, L.D.F. estava com um mandado de prisão em aberto há cerca de três meses, por descumprir a medida protetiva que outra mulher havia conseguido na Justiça contra ele.

Sara cursava o 6º período do curso de medicina e era natural da cidade de Porteirinha. Ela deixou uma filha, de 15 anos.

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