Presidente da Fiesp defende mudança em ajuste fiscal

Durante encontro com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Skaf pediu a rejeição da alteração no sistema de pagamento proposto para o auxílio-doença

iG Minas Gerais | Folhapress |

Presidente da Fiesp comemora fim da CPMF
PAULO SKAF/R.DONASK/AGÊNCIA ESTADO-13.9.2007
Presidente da Fiesp comemora fim da CPMF

 O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, defendeu nesta quarta-feira (24) mudança no ajuste fiscal enviado pelo governo ao Congresso.

Durante encontro com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Skaf pediu a rejeição da alteração no sistema de pagamento proposto para o auxílio-doença.

A proposta do governo aumenta o prazo de 15 dias para 30 dias a responsabilidade do empregador com o salário do trabalhador afastado por doença. A partir desse prazo, a Previdência Social assume os gastos.

Para o empresário, a alteração prejudica a competitividade.

"As empresas já estão bastante carregadas e isso é mais ônus em cima das empresa. O enfraquecimento das empresas significa o enfraquecimento dos empregos, o que não é bom. O que queremos é que fique como está", disse.

O presidente da Fiesp disse que Cunha reconheceu que há prejuízo para a indústria.

Ex-ministra da presidente Dilma Rousseff, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) tenta flexibilizar a proposta do governo, estabelecendo que o empregador assumiria o pagamento por 20 dias de salário e daí para a frente a Previdência cobriria o auxílio.

A posição de Skaf se soma a das centrais sindicais que trabalham para derrubar as modificações nas regras para concessão de seguro-desemprego, abono salarial, pensão por morte e seguro-defeso para pescadores artesanais.

O presidente da Câmara tem defendido a necessidade de um ajuste fiscal. O empresário também almoçou com o vice-presidente, Michel Temer, que mostrou preocupação com a situação econômica do país.

Em relação a greve dos caminhoneiros, Skaf defendeu equilíbrio no custo e no preço. Ele lembrou que a categoria é autônoma e houve aumento de custos.

"Tem leite estragando, matéria-prima que não chegam, máquinas que param por falta de abastecimento. Lamentavelmente essa história caminhou muito e deveria ter sido resolvido rápido", disse.

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