Presidente do COI rebate prefeito do Rio sobre campo de golf

Nessa terça, Eduardo Paes disse que "não faria nunca" o campo de golfe olímpico e que a obra foi um pedido do comitê internacional

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Bach gostou da preparação russa para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014
REPRODUÇÃO/COI
Bach gostou da preparação russa para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014

O presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomas Bach, disse nesta quarta-feira (25) ter ficado surpreso com a declaração do prefeito do Rio, Eduardo Paes, sobre a construção do campo de golfe olímpico.

Em um evento realizado com universitários do Rio, Bach declarou que Paes pressionou o COI pela aprovação do campo.

"Fico um pouco surpreso com isso, porque o prefeito estava realmente pressionando para a construção desse campo. Tenho certeza que ele pensou muito sobre isso antes de construí-lo", disse o presidente do COI.

Na terça (24), Paes disse que "não faria nunca" o campo de golfe olímpico. Ele chegou a declarar que "odeia" construir o campo.

"Eu odeio ter de ter feito este campo de golfe. Por mim, não teria feito este campo de golfe nunca. Mas, infelizmente, todos os pareceres diziam que nem o Gávea Golf nem o Itanhangá serviam [para os Jogos]", disse Paes.

O prefeito justificou a construção do campo de golfe como um dos pesos para realizar a Olimpíada. No mês passado, o Ministério Público do Rio instaurou inquérito para investigar eventual ato de improbidade administrativa do prefeito na operação que viabilizou a construção do campo de golfe.

A investigação foi aberta após representação do movimento "Golfe para quem?". De acordo com a entidade, o prefeito gerou uma receita de mais de R$ 1 milhão para a incorporadora que vai construir o campo de golfe, ao custo de R$ 60 milhões.