Preparador físico pede que jogadores cruzeirenses esqueçam altitude

Equipe irá atuar sob condições naturais adversas, mas localização de Sucre não intimida comissão técnica

iG Minas Gerais | Daniel Ottoni e Josias Pereira |

Para Juvenilson, existe muitos mitos rondando a questão da altitude e o futebol
WASHINGTON ALVES/LIGHTPRESS
Para Juvenilson, existe muitos mitos rondando a questão da altitude e o futebol

Além do Universitario, outro rival que o Cruzeiro terá que superar em sua estreia na Libertadores da América será a altitude, uma das armas mais usadas pelas equipes bolivianas e o grande temor dos rivais, perceptivelmente acuados pelas condições adversas. Mas os 2.800 metros de Sucre parecem não intimidar a comissão técnica celeste. Em entrevista a O TEMPO, o preparador físico Juvenilson Souza comentou sobre o suposto obstáculo. Apesar de avaliar o tempo de adaptação à altitude como impróprio - já que o Cruzeiro viajou nesta segunda-feira -, a expectativa da comissão é que o condicionamento físico dos atletas prevaleça ante o obstáculo natural.

"Sucre não é tão alto assim. Temos uma ideia de que faremos na temporada cerca de 75 jogos, este será o único em altitude. O elenco está bem preparado para qualquer dificuldade e sabemos que jogar lá pode existir efeitos sobre o físico e até o emocional. Temos que nos preocupar mais com o adversário, estamos cientes das adversidades, mas estamos bem preparados", avalia Juvenilson.

A interferência da altitude sempre é utilizada como uma pré-justificativa dos times brasileiros para eventuais resultados ruins na Libertadores. No entanto, os efeitos colaterais desta adversidade são reais. O Cruzeiro, por exemplo sofreu sua maior goleada no certame jogando em condições assim - 5 a 1 para o Real Potosí, em 2008, atuando em uma altitude de 3.967 metros.

Com uma situação mais amena em Sucre, Juvenilson descartou uma preparação específica para o duelo. Basta lembrar que em 2008, o Cruzeiro foi até o mesmo estádio Pátria e venceu o Universitario por 1 a 0. Ainda segundo Juvenilson, o que existe é muito mito por trás do tão falado 'fantasma da altitude'.

"Ainda estamos recebendo atletas, alguns com ritmo de jogo, outros sem. Não existe remédio pra altitude, nosso departamento de fisiologia está atento a isso e não nos orientou sobre nada que deve ser tomado. Tem muito mito nessa história", concluiu. 

Leia tudo sobre: cruzeiroraposaaltitudesucrelibertadorespreparador fisicofutebolmito