Após rebaixamento, Cunha diz que é hora de repensar papel da Petrobras

Segundo o peemedebista, a decisão já era esperada pelo mercado, uma vez que não foi apresentado o balanço da empresa auditado

iG Minas Gerais | Folhapress |

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O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta quarta-feira (24) que a decisão da agência internacional de classificação de risco Moody's de rebaixar a nota de crédito da Petrobras "agrava" a situação da estatal e terá impacto para sociedade.

Para Cunha, o momento é de "repensar o papel da Petrobras e o que ela tem que fazer".

A Petrobras perdeu o grau de investimento (chancela de local seguro para se investir). A Moody´s cortou a nota de Baa3 para Ba2 -o que corresponde à perda de dois níveis na escala de notas da agência.

Segundo o peemedebista, a decisão já era esperada pelo mercado, uma vez que não foi apresentado o balanço da empresa auditado, e não foi motivada apenas pela crise de corrupção envolvendo a empresa.

"Numa empresa que não consegue nem sequer ter balanço, e ao mesmo tempo, você, além das denúncias de corrupção não consegue certificar o que aconteceu, e ainda tem a necessidade de investimento elevada que a Petrobras não consegue dar conta, é hora de repensar o papel da Petrobras e o que ela tem que fazer. É um alerta, é grave e a sociedade vai acabar pagando um custo maior pela necessidade que a Petrobras terá que captar para investir", disse o deputado.

O presidente da Câmara disse não acreditar que os problemas na Petrobras arranhem a imagem do país como um todo.

"A situação da Petrobras já causou impacto na economia. Isso vai agravar a situação da própria Petrobras. Não é essa decisão que vai ter impacto na economia. O grau de investimento do país tem outros fatores de avaliação. O país tem os fatores de manutenção de sua estabilidade como fator motivador, como garantidor de investimento. São coisas distintas e o mercado sabe disso", afirmou.

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