Pílulas tomada antes e depois do sexo podem reduzir transmissão do HIV

Estudo mostra que medicamento reduz o risco de transmissão do vírus da Aids entre homens homossexuais em 86%

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Brasil diz que pesquisas têm lacunas e que não mudará sua política
PAUL SAKUMA/ASSOCIATED PRESS
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Um estudo realizado no Reino Unido aponta que o antirretroviral Truvada, tomado antes e depois do sexo sem proteção, reduz o risco de transmissão do vírus HIV entre homens homossexuais em 86%.

O estudo, realizado pela Agência Nacional Francesa Especializada em Aids (ANRS), foi apresentado durante a Conferência sobre Retrovírus e Infeções Oportunistas (CROI), que acontece esta semana em Seattle, nos Estados Unidos.

Anteriormente, um outro estudo internacional já havia concluído que o uso diário contínuo do Truvada por homens saudáveis que fazem sexo com homens era capaz prevenir novas infecções pelo HIV.

De acordo com o "The Guardian", os resultados levaram a Organização Mundial da Saúde (OMS) a dar aval ao uso do medicamento, do laboratório Gilead Sciences, como forma de prevenir a infecção pelo HIV em alguns grupos de risco. A estratégia é conhecida como profilaxia pré-exposição, ou PrEP.

A novidade agora foi a descoberta da eficácia do uso da pílula antes e depois do sexo. Os resultados ainda não são suficientes para mudar a forma da prescrição do medicamento, mas foram celebrada como um novo caminho para prevenir a Aids.

O diretor do centro de controle e prevenção do HIV nos Estados Unidos, Jonathan Mermin, diz que o estudo dá a primeira evidência de que um regime dirigido é efetivo entre homossexuais de alto risco com relações sexuais frequentes.

O estudo, denominado Ipergay, começou em fevereiro de 2012 e parou em outubro 2014, e contou com a participação de  400 voluntários.

O custo mensal do Truvada, fabricado pela Gilead, é em torno de £ 360, equivalente a cerca de R$ 1.200 por usuário.

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