TOP 5: as melhores estreias do Cruzeiro em Libertadores

SuperFC recorda os grandes jogos da Raposa em sua 15a participação no certame mais importante do continente

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA |

Em 2011, o Cruzeiro descontou a perda do título de dois anos antes e aplicou goleada de 5 a 0 sobre o Estudiantes
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Em 2011, o Cruzeiro descontou a perda do título de dois anos antes e aplicou goleada de 5 a 0 sobre o Estudiantes

Nesta quarta-feira, assim que a bola rolar em Sucre, na altitude boliviana, o Cruzeiro dará início à sua 15a participação em Copas Libertadores, uma história que começou com êxito lá atrás, em 1967, quando a Raposa foi até Caracas, na Venezuela, encarar e também vencer o Galícia por 1 a 0, gol de Evaldo. De lá para cá, foram mais 13 estreias no certame, com um retrospecto bastante favorável ao Cruzeiro. O time mineiro detém nove vitórias, um empate e ainda quatro derrotas na abertura do certame.

Já no clima do torneio mais importante do continente, O SuperFC selecionou cinco estreias que mexeram com a emoção da China Azul nestes últimos 48 anos de Cruzeiro em Copa Libertadores. Confira a seleção:

Deportivo Galícia-VEN 0 x 1 Cruzeiro - Libertadores 1967

Foi um jogo emblemático, a primeira participação do Cruzeiro na competição que virou a obsessão de todos os clubes da América. Embalado pelo título nacional de 1966, a Raposa ingressou na Libertadores com moral. Logo no primeiro jogo, diante de uma equipe venezuelana com pouca qualidade técnica, já que o futebol no país dava seus primeiros passos, o Cruzeiro conseguiu furar o bloque rival com Evaldo. Um gol solitário, mas de extrema importância na história. Curiosamente, este duelo em Caracas, ficou marcado por invasões de campo pacíficas de estudantes que protestavam contra o governo venezuelano.

Cruzeiro 3 x 2 Vasco - Libertadores 1975

Após uma experiência frustrada em 1967, o Cruzeiro retornava à Libertadores. Logo no primeiro desafio, o Vasco. A partida marcava a revanche da final do Brasileiro de 1974, vencida pelos vascaínos graças a uma arbitragem polêmica de  Armando Marques. À época, com o mando de campo retirado da equipe celeste, a final foi para o Maracanã e nem o gol absolutamente legal de Zé Carlos foi suficiente para sacramentar o inédito título cruzeirense. Armando Marques apitou uma irregularidade impossível e o título acabou indo para as mãos dos cariocas.

Com o Vasco engasgado, o selecionado celeste procurou se 'vingar' na Libertadores. Em um belo jogo no Mineirão, o Cruzeiro contou com um Palhinha inspirado para vencer o Gigante da Colina. Além de ter feito dois gols, ele sofreu a falta, aos 44 min do segundo tempo, que Nelinho cobrou com perfeição selando a vitória.

Cruzeiro 5 x 4 Internacional - Libertadores 1976

Em uma das partidas mais emocionantes da história do Mineirão, o Cruzeiro venceu o Inter, algoz na decisão do Brasileiro do ano anterior,  com maestria. A partida não foi nada fácil, com os dois times buscando incessantemente o ataque. No entanto, um pênalti cometido por Valdir em Joãozinho, aos 39 min do 2T, deu a Nelinho mais uma chance de vingança para a torcida cruzeirense. E ele não perdoou, batendo forte, no ângulo esquerdo do goleiro. 5 a 4 e o início da caminhada celeste rumo à primeira Libertadores do currículo, feito conquistado naquele mesmo ano diante do River Plate.

2009 - Cruzeiro 3 x 0 Estudiantes-ARG

Foi uma estreia alucinante, não só para o Cruzeiro, mas também para o atacante Kleber, o famoso 'Gladiador'. O jogo estava truncado, bastante complicado, porém foi só o atacante entrar em campo para que o script do jogo fosse alterado. Em 14 minutos, o jogador balançou as redes em duas oportunidades, e foi expulso  após receber dois cartões amarelos. Fernandinho ainda completou o placar para a Raposa, que na final daquele ano voltaria a ter o Estudiantes como rival.

2011 - Cruzeiro 5 x 0 Estudiantes-ARG

Um jogo para lavar a alma. O fantasma de 2009 rondava a torcida celeste. Uma derrota dolorosa em pleno Mineirão. Mas, em 2011, a rodada inicial da fase de grupos da Libertadores colocou o Cruzeiro frente a frente com seu algoz de dois anos atrás. Desenhou-se uma atmosfera de revanche absoluta. A Arena do Jacaré foi tomada, e os jogadores celestes, pilhados emocionalmente, não tomaram conhecimento do adversário. Um 5 a 0 implacável, com gols de Wallyson (2x), Montillo (2x) e Roger. 

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