EUA: Acusado de matar 'Sniper Americano' é condenado à prisão perpétua

Ex-fuzileiro naval acusado de matar atirador que inspirou personagem de filme foi declarado culpado em julgamento no Texas

iG Minas Gerais | AFP |

A pena de Eddie Ray Routh, de 27 anos, também condenado pela morte do amigo de Kyle, Chad Littlefield, exclui a possibilidade de liberdade antecipada
HO / ERATH COUNTY SHERIFF / AFP
A pena de Eddie Ray Routh, de 27 anos, também condenado pela morte do amigo de Kyle, Chad Littlefield, exclui a possibilidade de liberdade antecipada

O ex-fuzileiro naval acusado de matar Chris Kyle, o franco-atirador de elite que inspirou o filme 'Sniper Americano', foi declarado culpado e condenado à prisão perpétua, nesta terça-feira (24), em um julgamento no Texas, sul dos Estados Unidos.

A pena de Eddie Ray Routh, de 27 anos, também condenado pela morte do amigo de Kyle, Chad Littlefield, exclui a possibilidade de liberdade antecipada, de acordo com a leitura do veredito, transmitida ao vivo pela televisão.

O promotor Alan Nash havia anunciado antes do julgamento que não pediria a pena de morte.

Os integrantes do júri do tribunal de Stephenville (160 km ao sudoeste de Dallas) rejeitaram as alegações da defesa de que o acusado sofreu um surto psicótico quando matou Kyle, de 38 anos, e Littlefield, de 35, em um rancho para a prática de tiros em Glen Rose, ao sudoeste de Forth Worth (Texas), em 2 de fevereiro de 2013.

Judy Littlefield, mãe de Chad Littlefield, divulgou um comunicado para comentar a decisão do júri.

"Esperamos dois anos para Deus fizesse justiça em nome de nosso filho, e Deus demonstrou ser fiel", afirma.

"Estamos muito satisfeitos de ter o veredicto que temos", completa.

O julgamento chamou a atenção de todo o país pela personalidade de Chris Kyle, que recebeu o apelido de "Lenda" e escreveu uma autobiografia de sucesso que inspirou o filme "Sniper Americano", adaptado para o cinema pelo diretor Clint Eastwood.

O exército americano atribuiu oficialmente a Kyle, herói para alguns e desprezado por outros, as mortes de 160 pessoas em seus quatro turnos de serviço no Iraque, mas ele alegava ter matado 255 pessoas.

O filme tem uma grande bilheteria nos cinemas dos Estados Unidos e recebeu seis indicações ao Oscar, incluindo melhor filme e melhor ator para Bradley Cooper. Mas o longa-metragem saiu da festa do cinema americano apenas com uma estatueta, a de melhor edição de som.

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