'Na Libertadores os jogos são uma verdadeira batalha dentro de campo'

Henrique Volante Cruzeiro

iG Minas Gerais | Josias Pereira |

Experiência. Volante Henrique disputa a quarta Libertadores pelo Cruzeiro, será a sexta dele como jogador profissional
WASHINGTON ALVES/LIGHT PRESS - 19.2.2015
Experiência. Volante Henrique disputa a quarta Libertadores pelo Cruzeiro, será a sexta dele como jogador profissional

O primeiro desafio será o Universitario. O que o torcedor pode esperar do Cruzeiro logo nesse estágio inicial de competição?

Na Libertadores, são sempre jogos complicados, jogos mais truncados, uma verdadeira batalha dentro de campo. Nós sabemos que a dificuldade é muito grande, ainda mais quando se joga fora de casa. Mas o Cruzeiro vai forte para este jogo, sabendo que tem grandes chances de vencer. A gente está confiante, ansioso para fazer um bom jogo lá em Sucre.

O fantasma da altitude é um discurso recorrente dos times bolivianos. O quanto isto pode influenciar no desempenho do time? E como fazer para esquecer isto?

Altitude tem vários fatores, claro que ela prejudica, porque nós não estamos acostumados a jogar nessas condições. Alguns sentem mais, outros menos, mas, para mim, o fator psicológico influencia bastante nesse aspecto. Se ficar falando muito, colocando isso como o maior obstáculo, nossa mente vai estabelecendo o empecilho. Temos que ir tranquilos, sabedores de que as dificuldades existem, mas que podemos ir lá, superar tudo isto, fazer um bom jogo, com pensamentos bons, positivos, para que nada disso (altitude) interfira no nosso desempenho.

O Universitario não lhe é um adversário estranho. Você esteve em campo na vitória conquistada em 2009, em Sucre. O que você recorda daquele duelo?

Foi um jogo bem truncado, bem difícil, vencemos por um gol apenas. Mas fomos lá, mostramos o nosso futebol, jogamos, tivemos as dificuldades naturais, porém superamos tudo isso e fomos merecedores porque buscamos o gol todo o tempo. Buscamos sempre a vitória, passamos por cima de todos os obstáculos, e fomos premiados com o gol do Thiago Ribeiro.

Naquele mesmo ano, você marcou um belo gol contra o São Paulo, balançou as redes em uma final de Libertadores, mas o título não veio. Aquela derrota ainda lhe vem à mente?

A gente fica chateado porque foi uma dura derrota dentro de casa. Nós não contávamos com isso, gostaríamos de ter vencido, mas acredito que isto faz parte do futebol. Algumas circunstâncias internas que aconteceram naquele dia podem ter influenciado dentro de campo, mas faz parte do passado já, eu não fico lamentando muito, porque o que aconteceu não tem como a gente mudar mais, não fico mais lembrando disto. Claro que a noite de uma derrota como aquela sempre é ruim, nem dormi naquele dia, mas isso já foi superado, faz parte do passado. Agora a gente vai em busca dos objetivos que temos pela frente para que venhamos a ter grande êxito e conquistas por aí.

Após quatro jogos oficiais no ano, o Cruzeiro já mostra um certo entrosamento. Quando o time conseguirá atingir este ápice? Aquelas saídas em série te assustaram?

Tivemos um começo de ano com muitas mudanças, até a equipe encaixar, se entrosar, leva um tempo. Esse jogo contra o Boa já revelou uma equipe mais solta, mais equilibrada dentro de campo, tendo bastante opções de passe, além de chances de gol. Nos jogos, nós vamos adquirindo este entrosamento tão falado por todos, vamos adquirindo confiança. Acho que estamos crescendo, evoluindo no Mineiro, nessas competições maiores também. Estamos no caminho certo, de crescimento, esperado por todos os torcedores e por quem vem acompanhando o Cruzeiro.

Já são 18 anos sem levantar o caneco da Libertadores. Você fez parte da equipe que poderia encerrar aquele jejum. A pressão para conquistar este título a cada ano multiplica?

Ela sempre vai existir, independentemente se for Brasileiro, Libertadores, claro que existe um desejo muito grande do clube, de nós, jogadores, comissão técnica, por essa competição. Mas não é só nossa. Os clubes tradicionais, sejam eles brasileiros, estrangeiros, sempre entram nesse torneio querendo vencer, porque sabem que é uma competição desejada por todos. Sabemos que a torcida tem esse desejo, também temos esse objetivo, mas vamos com tranquilidade, com responsabilidade, vamos fazer o melhor para que este ano seja de conquistas também na Libertadores.

Você é uma das lideranças do time. Qual a importância disso?

Dentro de campo, a gente fica em um setor que recebe bastante a bola. É necessário ter um bom posicionamento e procuro sempre orientar, falar com os companheiros.

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