‘Trem azul’ a caminho do tri

Time celeste visita o Universitario-BOL, equipe que cruzou o caminho azul na campanha de 2009

iG Minas Gerais | Guilherme Guimarães / Josias Pereira |

Otimismo. Henrique Dourado, Paulo André, Henrique e Bruno Rodrigo estavam confiantes no embarque para a Bolívia, ontem, em Confins
Uarlen Valério
Otimismo. Henrique Dourado, Paulo André, Henrique e Bruno Rodrigo estavam confiantes no embarque para a Bolívia, ontem, em Confins

Uma espera que atinge a maioridade e completa 18 anos nesta temporada. O sonho pelo tricampeonato da Copa Libertadores pulsa o peito e ferve o sangue dos cruzeirenses, que alimentam o puro e íntimo desejo em colocar, pela terceira vez, a taça mais cobiçada da América em sua estante de conquistas. E a batalha do Cruzeiro rumo ao tricampeonato começa nesta quarta, às 22h, contra o Universitario-BOL, em Sucre, no estádio Olímpico Pátria.  

Como nos versos do violeiro Almir Satter, que servem de inspiração inicial nesta 15ª trajetória da Raposa na Libertadores, o “Trem azul atravessou o Pantanal rumo a Santa Cruz de La Sierra”, de onde rumou à altitude de Sucre, palco do jogo desta quarta. “Tentamos evitar ao máximo e fizemos o possível para ter o menor desgaste possível. São 2.800 m acima do nível do mar. Acho que a altitude influencia mais pelo peso da bola, mas a gente espera conseguir um bom resultado diante do Universitario”, analisa o goleiro Fábio.

As lembranças das duas conquistas celestes, 1976 e 1997, vivíssimas na memória, embalam a esperança e ditam o ritmo de uma expectativa gigante. A vontade de reconquistar a América, sonho que esteve ao alcance das mãos, mas escapou por pouco em 2009, com a derrota para o Estudiantes-ARG, volta a preencher o espaço mais nobre do coração celeste. “É uma competição que, com certeza, nos motiva muito, pela possibilidade de você alcançar um título que todos nós queremos. O torcedor, antes mesmo da partida, já está falando da Libertadores. Isso gera motivação e ansiedade. O atleta entra com mais vigor e com vontade de buscar o título”, garante o camisa 1, que se tornará, assim que entrar em campo contra o Universitario, o segundo jogador com mais partidas na história do Cruzeiro.

“É mais um presente que venho passando dentro da minha história no Cruzeiro. Fiquei sabendo por coincidência. Olhei no sábado, fico tranquilo quanto a isso, é uma coisa natural que vem acontecendo na minha carreira e fico na torcida. Tive a oportunidade de estar com o Dirceu (Lopes, por anos o recordista) há alguns dias, ele me deu algumas palavras de carinho. Fico muito grato por alcançar esse número para cada vez mais fazer valer a confiança dos jogadores”, comenta Fábio.

Ainda pelo dedilhado da viola de Almir Satter, um pouco mais da realidade que pode ser benéfica, desde que bem aproveitada, pelo técnico Marcelo Oliveira. No grupo 3, que conta ainda com o Huracán-ARG e Mineros-VEN, tido como o mais fácil – pelo menos na teoria – em relação aos adversários dos outros brasileiros na competição, “as estrelas do Cruzeiro fazem um sinal de que este é o melhor caminho” até a conquista. “Precisamos tratar de ganhar essa partida. Apesar das dificuldade, sabemos que nossa equipe se preparou bem e tem tudo para sair de lá com os três pontos”, afirma o uruguaio Giorgian De Arrascaeta, jovem de 20 anos e que carrega o status de destaque do clube na competição.

Novo xerife da zaga, Paulo André, campeão da Libertadores de 2012 com o Corinthians, já conhece o espírito que a competição impõe nos atletas. Mais do que isso, mesmo com o pouco tempo de Cruzeiro, compreende o valor que o tricampeonato tem para a torcida estrelada. “É uma competição diferente. A gente sabe que o desejo da torcida é o tricampeonato, e a gente vai em busca disso. Mas, temos que ir passo a passo, então vamos tentar trazer essa vitória jogando em Sucre para ter confiança e começar bem a competição”, comenta.

“Essa primeira partida já é como uma final. Vamos tentar somar os três pontos e estamos muito concentrados a vencer fora de casa”, completa Arrascaeta.

Huracán e Mineros ficam no empate Na primeira partida do grupo 3 da Libertadores, Huracán-ARG e Mineros-VEN empataram em 2 a 2, nesta terça, na Argentina. O placar foi aberto pelo time venezuelano em forte cobrança de falta de Valoyes. A equipe argentina empatou com Villarruel, que aproveitou falha do goleiro Romo. O primeiro tempo terminou 1 a 1. Os outros gols só saíram nos minutos finais da partida. Aos 36 min do segundo tempo, Valoyes novamente, desta vez de pênalti, recolocou o Mineros na frente. Mas, aos 43 min, Domínguez, também de pênalti, deixou tudo igual.

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