Maior edifício de Minas vai ter investimentos de R$ 350 milhões

Megaempreendimento terá 43 andares e 170 metros

iG Minas Gerais | Juliana Gontijo |

Previsão de inauguração do empreendimento é em meados de 2017
FOTO: MOISES SILVA / O TEMPO
Previsão de inauguração do empreendimento é em meados de 2017

Será em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, a localização do maior edifício de Minas Gerais, com investimentos da ordem de R$ 350 milhões. O Concórdia Corporate, que foi lançado nesta terça, terá 43 andares, 170 metros de altura e vai ocupar uma área de mais de 7.600 m² na alameda da Serra, onde funcionava, até 2012, o Clube Chalezinho.

A previsão é que o empreendimento seja inaugurado até meados de 2017, segundo a vice-presidente da Caparaó, Maria Cristina Valle. “Serão 30 meses de obras, a partir de janeiro deste ano. No caso da estrutura metálica serão de seis a oito meses para a montagem. O empreendimento será viabilizado em tempo recorde e, inclusive, vamos filmar as etapas da construção”, diz.

Ela explica que o Concórdia, que é resultado de uma parceria entre as construtoras Caparaó, Codeme Engenharia e a norte-americana Tishman Speyer, conta com financiamento do Banco do Brasil. “Será um empreendimento que vai valorizar a vizinhança”, garantiu. Maria Cristina ressalta que todas as licenças já foram obtidas e que os impactos no trânsito já foram mitigados com a participação da construção de uma alça que dá acesso à região. “Além do mais, com as quase 800 vagas de estacionamento que teremos, iremos ajudar a aliviar a procura”, diz.

Apesar das vantagens apontadas pela vice-presidente da Caparaó, nem todos aprovam a construção do megaempreendimento. O coordenador da Frente de Associações e Condomínios do Vetor Sul, Walmir Braga, afirma que há diversos impactos com o Concórdia, entre eles, visual, já que interfere na paisagem da serra do Curral, além de consequências para o trânsito e para o meio ambiente.

A polêmica com o edifício levou o Ministério Público (MP-MG) a exigir que as empresas assinassem um termo de compromisso com várioas condicionantes para reduzir os impactos. “Até o momento, não temos conhecimento de irregularidades”, diz a promotora de Justiça Andressa de Oliveira Lanchotti.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave