Ninguém segura a inflação: taxa é a maior desde 2003

Transporte público e preço de combustível pesaram

iG Minas Gerais |

RIO DE JANEIRO. A inflação medida pelo IPCA-15, índice considerado uma espécie de prévia do IPCA fechado, subiu para 1,33% em fevereiro, informou o IBGE nesta terça. A taxa é a maior desde 2003, quando chegou a 2,19%. O indicador havia acelerado para 0,89% em janeiro – mês em que o IPCA fechado acabou alcançando 1,24%, também a maior taxa desde 2003.

No acumulado em 12 meses, o IPCA-15 acelerou para 7,36%. O número é bem maior que o teto da meta do Banco Central (6,5%) para o IPCA fechado. Com isso, é possível que o indicador de fevereiro, a ser divulgado no início de março pelo IBGE, se distancie ainda mais do objetivo do governo.

ENERGIA TEM MAIOR IMPACTO. Tradicional vilão da inflação de fevereiro, o reajuste das mensalidades escolares influenciou o resultado deste mês. A taxa chegou a 7,29%, segundo o IBGE, levando a inflação do grupo educação a 5,98%. Neste ano, no entanto, o custo com educação não foi o único a pressionar o indicador do mês. Em meio à crise do setor elétrico, o preço da energia respondeu pelo maior impacto individual sobre o IPCA-15 (0,23 ponto percentual), devido ao aumento de 7,7% nas contas de luz.

Segundo o IBGE, o consumidor continua a sentir no bolso o peso do sistema de bandeiras tarifárias, que incluiu uma taxa extra nas tarifas desde janeiro. “Além de reajustes nas tarifas de algumas regiões e de movimentos na parcela de impostos, o item refletiu a complementação do efeito do Sistema de Bandeiras Tarifárias, modelo de cobrança que passou a vigorar a partir de 1º de janeiro”, destacou o instituto.

GASOLINA E PASSAGENS. A pesquisa, que coletou preços entre 14 de janeiro e 11 de fevereiro, também refletiu os reajustes das tarifas de transporte público. Neste período, a passagem de ônibus aumentou, em média, 7,34%. Com isso, a inflação do grupo transportes ficou em 1,98% em fevereiro, resultado também influenciado pela alta dos preços de combustíveis.

Comida

Desacelerou. A boa notícia ficou por conta da inflação de alimentos, que desacelerou de 1,45%, em janeiro, para 0,85% neste mês. Tiveram alta: feijão, tomate hortaliças e batata.

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