País é o 2º mais inseguro para mulher viajar sozinha

Jornal britânico “Daily Mail” justifica posição no ranking por “cultura machista”

iG Minas Gerais |

Perigo. 
Recentemente, a turista italiana Gaia Molinari, de 29 anos, foi encontrada morta em Jericoacoara, no litoral cearense
Reprodução/Facebook
Perigo. Recentemente, a turista italiana Gaia Molinari, de 29 anos, foi encontrada morta em Jericoacoara, no litoral cearense

Londres, Reino Unido. O Brasil foi considerado um dos países mais inseguros para mulheres viajarem sozinhas em lista do jornal britânico “Daily Mail”.

Segundo a reportagem, há países nos quais turistas do sexo feminino podem ser expostas a incômodos bem maiores que assobios e “taxistas agressivos” e serem submetidas a situações como “misoginia, assédios e, em casos extremos, perigo”.

O Brasil figurou a lista logo após a Índia. Os outros oito países considerados inseguros foram Turquia, Tailândia, Egito, Colômbia, África do Sul, Marrocos, México e Quênia.

Cultura machista. Em relação ao Brasil, o jornal justificou sua escolha com dados do próprio Ministério da Saúde que afirmam que o número de estupros entre 2009 e 2012 aumentou em 157%, “devido à cultura machista do país”.

O texto cita ainda o caso da turista norte-americana que foi vítima de estupro coletivo em um ônibus no Rio de Janeiro, em 2013.

Outros perigos mencionados pela reportagem do “Daily Mail” são violência de gênero, roubos à mão armada, gangues criminosas e polícia abusiva. Alto número de estupros, assédios, falta de policiamento e roubos armados são alguns dos fatores citados em relação aos outros países da lista.

A reportagem traz algumas precauções que mulheres viajantes podem tomar para evitar perigos, como “não faça nada que você não faria em casa”, diz o depoimento da blogueira e viajante Amanda Williams.

Já Julie Kreutzer, cofundadora do International Women's Travel Center, recomenda honestidade na hora de discutir os riscos de se viajar sozinha. “Há uma grande diferença entre ir para o Brasil ou para a Dinamarca como uma viajante do sexo feminino. Pelo menos vamos ser honestos sobre quais são os perigos”, justifica ela.

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