População deverá fiscalizar

iG Minas Gerais | Rafaela Mansur |

A prática das diretrizes indicadas nos planos de saneamento depende da população, segundo o vice-presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), Wagner Soares. “A comunidade passa a ser o fiscal da implementação”, disse.

A participação da população começa na elaboração dos planos, que, conforme define a lei do saneamento básico, devem ser criados pela prefeitura com o apoio da sociedade e, depois, aprovados em audiência pública. Segundo Soares, é importante que as pessoas se apropriem do projeto. “Essa é a principal vantagem, pois reduz o risco de que a mudança de governante influencie na efetividade do projeto”, afirmou.

Exemplos. O principal entrave para resolver os problemas de saneamento é a falta do plano, já que, sem o documento, as prefeituras não podem receber recursos federais para a realização de projetos na área. “Agora vamos correr atrás, porque conseguir verbas não está fácil”, disse o prefeito de Papagaios, Marcelino Ribeiro Reis. Segundo ele, a prioridade da cidade é melhorar a rede de água e esgoto.

Em Pompéu, a prioridade é o tratamento de esgoto. “Vivemos escassez de recursos hídricos, é preciso despoluir e reaproveitar a água”, afirmou o membro titular do comitê e representante da prefeitura do município, Luciano de Sousa Lino. Ele diz que a cidade não consegue fazer as obras com recurso próprio e aponta a dificuldade de captar verba. “Abrimos licitação para construção de uma estação de tratamento de esgoto, mas não conseguimos verba”.

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