Cigarro diminui a vida do fumante em cerca de dez anos, diz estudo

Pesquisa feita com 200 mil pessoas é a primeira a contemplar um público tão extenso

iG Minas Gerais |

Vício mortal.Trabalho da Universidade Nacional da Austrália mapeou com precisão a mortalidade ligada ao fumo: risco de óbito prematuro é três vezes maior nos usuários do tabaco
Pedro Silveira / O Tempo
Vício mortal.Trabalho da Universidade Nacional da Austrália mapeou com precisão a mortalidade ligada ao fumo: risco de óbito prematuro é três vezes maior nos usuários do tabaco

São Paulo. Um amplo estudo com mais de 200 mil pessoas confirmou que dois a cada três fumantes morrerão de doenças relacionadas ao cigarro, caso continuem fumando.

O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade Nacional da Austrália, é a primeira evidência científica independente – isso é, não ligada a associações militantes –, com uma amostra populacional tão grande, a fornecer evidências de que a taxa de mortalidade ligada ao tabagismo chega a dois terços.

O trabalho foi publicado na revista científica BMC Medicine. “Já sabíamos que fumar é ruim, mas agora temos uma prova direta e independente que confirma as preocupantes descobertas que têm surgido internacionalmente”, disse a coordenadora do estudo, Emily Banks, pesquisadora da universidade australiana.

De acordo com ela, o estudo mostrou também que os fumantes têm um risco três vezes maior de morte prematura, e que eles morrerão, em média, cerca de dez anos antes dos não fumantes. Segundo os autores do estudo, até recentemente estimava-se que metade dos fumantes morreria por causa do cigarro, mas um estudo posterior feito com voluntários da Sociedade Americana de Câncer já indicava que a morte pelo cigarro poderia atingir 67% dos fumantes. “Nós conseguimos mostrar exatamente o mesmo resultado com uma amostra populacional muito maior”, disse Banks.

A pesquisa foi o resultado de uma análise de quatro anos das informações sobre a saúde de mais de 200 mil homens e mulheres que participaram do estudo “45 and Up”, do Instituto Sax, da Austrália, considerado a maior pesquisa sobre saúde e envelhecimento realizada no Hemisfério Sul.

A Austrália tem uma das mais baixas taxas de tabagismo do mundo – apenas 13% da população – e é líder internacional em embalagens genéricas de cigarro, quando as caixas e maços são padronizados e não podem ter marcas, cores, imagens ou logotipos.

Álcool é 144 vezes mais mortal que maconha, a droga menos letal Rio de Janeiro. Se o álcool fosse descoberto hoje, possivelmente tabloides do mundo inteiro estampariam manchetes com a “nova droga mortal”, juntamente com depoimentos de testemunhas aterrorizadas por terem visto “viciados” cambaleando pelas ruas, caindo, chorando e na sarjeta. Mas uma recente pesquisa acaba de mostrar que a maconha, que tem utilização proibida em tantos países, é 144 vezes menos letal que o álcool. O estudo foi publicado na “Scientific Reports”, subsidiária da revista “Nature”, e procurou quantificar o risco de morte associado ao uso de várias substâncias tóxicas. No lugar de focar a contagem de morte como outras pesquisas, os autores do relatório compararam doses letais de cada substância com a quantidade que uma pessoa comum usa. A maconha apareceu no fim da lista, enquanto álcool, heroína, cocaína e tabaco lideram. A maconha, inclusive, era a única que representava um risco de mortalidade baixo.

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