Pelo segundo dia consecutivo, Fiat dispensa trabalhadores em Betim

Devido a greve dos caminhoneiros, que já dura mais de 48 horas, a montadora, em Minas, está com falta de peças para realizar o trabalhio

iG Minas Gerais | Fernanda Viegas |

Pelo segundo dia consecutivo, a Fiat dispensou trabalhadores das atividades na montadora, em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, devido a greve dos caminhoneiros, que nesta terça-feira (24), fecha parcialmente rodovias em oito cidades de Minas Gerais.

De acordo com a assessoria da empresa, foram dispensados trabalhadores do primeiro e do segundo turno. Os funcionários do terceiro turno irão trabalhar. A Fiat não informou, contudo, o número de dispensas e nem quantos carros deixaram de ser produzidos, desde esta segunda-feira (23), quando o protesto teve início.

Confira o posicionamento da Fiat, na íntegra:

O bloqueio da BR-381 ao tráfego de caminhões comprometeu o abastecimento de autopeças e componentes à fábrica da Fiat Automóveis, em Betim, MG. A empresa opera em regimes de just in time e just in sequence, nos quais as autopeças a serem utilizadas na produção de veículos chegam à fábrica em sequência e poucas horas antes de serem utilizadas. Em função do abastecimento irregular de componentes, a Fiat suspendeu a produção do segundo e terceiro turnos da segunda-feira, 23, liberando os trabalhadores. Como o bloqueio da via de transporte persiste, os trabalhadores do primeiro e segundo turnos também foram liberados do trabalho nesta terça-feira (24).”

Falta de abastecimento

Em três cidades da região Centro-Oeste - Cláudio, Oliveira e Perdões - já há registro no atraso da entrega de combustíveis, segundo a assessoria da MinasPetro. No entanto, ainda não há falta da gasolina nos postos.  

De acordo com as Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasaminas) a greve ainda não afetou o setor.

Já na área de laticínios há o temor pela perda dos produtos, que são perecíveis e o setor se preocupa com prolongamento da manifestação. "Há informações de cargas de leite e produtos derivados impedidas de transitar por causa da manifestação. O leite e seus derivados são extremamente perecíveis, com perda de qualidade ao longo do tempo e risco de perda total (...) Caso a situação persista, poderá haver prejuízo para toda a cadeia produtiva", salienta o Sindicato da Indústria de Laticínios de Minas Gerais (Silemg)". O sindicato pede as autoridades que tomem as providências para evitar prejuízos.

 

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