Definição do 12º time da próxima Superliga ainda é desconhecida

Confirmação deve acontecer por meio de torneio classificatório; receio dos times da elite é enfrentar equipes da Superliga B com ritmo inferior de jogo

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Time de Rivetti não tem mais chances de classificação
ZAIA COMUNICAÇÃO
Time de Rivetti não tem mais chances de classificação

Ano após ano, as indefinições sobre os participantes da Superliga, tanto masculina, como feminina, insistem em aparecer. A meta da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), para a próxima temporada, é que os dois torneios tenham 12 equipes, no máximo.

No masculino, a ideia é que os 10 primeiros colocados se garantam na próxima edição e que os dois times que ficarem fora destas posições disputem um torneio contra todos os times da Superliga B, com exceção do campeão, que garantia o acesso automático. Os times que disputam a divisão de acesso com atletas de idade juvenil (Sesi-SP e Sada Cruzeiro UNIFEMM) também não participariam do torneio. Antes da Superliga B começar, foi combinado que estas equipes, que já possuem representantes na elite,  jogariam o campeonato somente para dar experiência para seus atletas.

Até o momento, não se sabe o número de equipes deste torneio classificatório, uma vez que a presença dos times da Superliga B não está garantida. Enquanto alguns podem ter interesse em jogar, outro não, até pelo investimento que será necessário para prolongar a temporada. Destes confrontos, sairia o último participante da elite do vôlei nacional.

Garantidos. Quem já se vê nesta situação são os times de São José dos Campos-SP e São Bernardo-SP. Ocupando a penúltima e última colocação na Superliga masculina, a dupla do interior paulista não tem mais chances de se manter na elite. Desta forma, serão obrigadas a participar do torneio com os times da Superliga B que se interessarem na disputa.

"Ainda não sabemos se vai ter um torneio mesmo e seu número de participantes. O que chegou a mim é que será disputado um quadrangular entre o último e penúltimo da Superliga com os dois times logo atrás do campeão da B, tirando os times juvenis. Esta dúvida atrapalha o nosso planejamento, é uma coisa complicada", lamenta Alexandre Rivetti, técnico do São José dos Campos.

Diferença de ritmo. O prejuízo para a dupla paulista, no entanto, é que estes jogos aconteceriam somente após o fim da fase de classificação da Superliga B, marcado para o dia 14 de março, muito depois do fim da fase de classificação da elite, que acontece no próximo final de semana.

Para Rivetti, o pior é ter que entrar em um novo campeonato sem o ritmo ideal. "Ficará complicado para fazermos amistosos. Os 9º e 10º colocados da Superliga vão dar folgas para seus elencos, não tem porque eles ficarem treinando. Os times da B ainda estarão jogando. Teremos que enfrentar times da divisão de acesso com mais ritmo de jogo. Fica uma dúvida na cidade e até nos patrocinadores", comenta.

Nada certo. Como acontece todos os anos, mesmo os times que se classificarem ou até mesmo o 9º e 10º colocados podem não disputar a Superliga, mesmo com a vaga garantida. Tudo em decorrência da dependência dos patrocinadores, que podem desistir de algum projeto e fazer os times terem que correr atrás de outro investidor tendo um período limitado para confirmar sua inscrição no maior torneio do país.