Prévia da inflação acelera para 1,33% e registra maior alta desde 2003

Principais responsáveis pelo avanço do IPCA-15 vieram do reajuste de energia, com alta de 7,70%, e do grupo educação, com aumento de 5,98%

iG Minas Gerais | Folhapress |

Dúvida.  
Secretaria da Fazenda não explicou se será preciso pedir à Cemig nota  depois de conta paga
Foto: ANGELO PETTINATI / O TEMPO
Dúvida. Secretaria da Fazenda não explicou se será preciso pedir à Cemig nota depois de conta paga

Pressionado pelo reajuste da energia elétrica, o IPCA-15, prévia da inflação oficial do país, registrou alta de 1,33% em fevereiro, acima do 0,89% de janeiro.

Trata-se da maior alta desde 2003, quando o índice começou a ser pesquisado. Os dados foram divulgados na manhã desta terça-feira (24) pelo IBGE. O índice acumulado em 12 meses, de 7,36%, também é o maior da série histórica do índice, que antecipa o movimento do IPCA, indicador oficial do país.

Os principais responsáveis pelo avanço do IPCA-15 vieram do reajuste de energia, com alta de 7,70%, e do grupo educação, com aumento de 5,98% em razão do reajuste das mensalidades escolares.

Os alimentos, embora com uma taxa ainda elevada em fevereiro (de 0,85%), ajudaram a conter a inflação. Ainda assim, importantes produtos como feijão, tomate e hortaliças tiveram fortes altas. Com o reajuste da energia, o grupo habitação subiu 2,17%.

Também ficou pressionado o grupo transportes (1,98%) em decorrência dos aumentos de ônibus (7,34%), etanol (3,55%), gasolina (2,96%), além de metrô (8,95%) e automóvel novo (2,76%).

Outro foco de pressão veio da alta de 7,60% da energia, item que acumula aumento de 20,33% em 12 meses. Nesse período, o IPCA-15 soma uma alta de 7,36%, também na mais expressiva desde o início da série histórica do IBGE.

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