Jogadores negam relaxamento, mas veem time desatento em campo

Leonardo Silva rebateu Levir Culpi e disse que atletas estão comprometidos neste início de temporada

iG Minas Gerais | Diego Costa |

Leonardo Silva ressaltou comprometimento da equipe
BRUNO CANTINI/ATLÉTICO
Leonardo Silva ressaltou comprometimento da equipe

As derrotas para Colo-Colo e América não deixaram uma boa impressão ao técnico Levir Culpi. Na análise das duas partidas, o treinador entendeu que o faltou espírito de competitividade ao time. Capitão da equipe, o zagueiro Leonardo Silva discordou da opinião do treinador, mas admitiu que o elenco precisa se organizar melhor em campo para se recuperar dos resultados adversos.

"O time não jogou tão bem, principalmente no segundo tempo (contra o Colo-Colo). O comprometimento existe. Ninguém está deixando de se doar. Mas é uma desorganização que está acontecendo e acaba sofrendo o resultado adverso. Temos que nos doar mais, dentro do que o futebol pede, para que a gente possa evoluir e não oscilar tanto e não sofra um resultado negativo", explica capitão alvinegro.

Outro que concordou com a visão do zagueiro é o atacante André, que foi titular na derrota diante do Coelho. Ele evita falar em falta de espírito de competitividade, mas acredita que o time precisa entrar mais atento em campo.

"Pode ser que sim (faltou mais luta), mas é difícil falar, pois a gente sabe que quando ganha começa a se cobrar muita coisa. A gente está bem tranquilo. A nossa equipe é forte. Temos perdido por detalhes. Talvez falte pegada, mas temos que redobrar na atenção. Temos perdido por um detalhe bobo, mas devemos entrar concentrados", afirma André.

Léo Silva também rechaçou a possibilidade de o time ter relaxado com o favoritismo depositado ao Galo neste início de temporada.

"Não tem disso. De maneira nenhuma. Ninguém entrou em campo relaxado. Isso (favoritismo) a gente deixa fora de campo, sem vaidade nenhuma. Entramos para vencer, em uma competição equilibrada como a Libertadores. Ninguém se acomodou, mas é trabalhar e vencer na quarta que tudo muda", aponta o zagueiro. "Não existe exagero. Tudo em cima do que criamos. Isso (time favorito) é criado pela imprensa e crítica. Nós, os jogadores, adotamos os pés no chão. Nada se ganha fora de campo", completou.

O defensor ainda admite que a equipe caiu de produção nos últimos jogos e almeja a recuperação na quarta-feira, diante do Atlas-MEX, pela segunda rodada do Grupo 1 da Copa Libertadores.

"O Atlético está um pouco abaixo do que mostrou nos últimos anos, até mesmo em relação ao início da temporada. Esperamos equilibrar isso para a gente voltar a ser o que éramos e buscar a vitória", concluiu. 

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