“Eu achei hilário”, diz diretor

Alejandro G. Iñárritu diz não ter se ofendido com a fala de Sean Penn antes de anunciar seu nome como vencedor

iG Minas Gerais |

Amigos para sempre.
 Alejandro Iñarritu abraça Sean Penn antes da coletiva de imprensa, em que o ator posou para fotos também
Jason Merritt
Amigos para sempre. Alejandro Iñarritu abraça Sean Penn antes da coletiva de imprensa, em que o ator posou para fotos também

Los Angeles, EUA. O diretor mexicano Alejandro Iñárritu, que ganhou o Oscar de melhor direção por seu filme “Birdman”, afirmou não ter se ofendido com a piada polêmica do colega Sean Penn. “Quem deu o green card para este filho da puta?”, disse o ator ao anunciar Iñárritu como vencedor na categoria. A piada logo virou assunto nas redes sociais. No Twitter, internautas comentaram coisas como ninguém perguntou para Eddie Redmayne (que é britânico) quem lhe deu o green card e parabéns para o Sean Penn por estragar o momento. Já Iñárritu, que em seu discurso defendeu a imigração, no entanto, parece não ter se ofendido. “Eu achei hilário”, disse nos bastidores do Oscar, depois de tirar fotos com Penn. “Sean e eu temos um tipo brutal (de relacionamento) em que só amizade de verdade pode sobreviver. Eu faço várias piadas duras com ele que não vou te contar”, disse o mexicano. Iñárritu e Penn já trabalharam juntos em “21 Gramas”.

Igualdade. Patricia Arquette, vencedora do Oscar de atriz coadjuvante por “Boyhood”, manteve sua defesa pela mulher ao falar com os jornalistas depois de premiada. Especialmente as atrizes: “Igualdade significa igualdade, mas, quanto mais velha uma mulher fica, menos chance ela tem de ganhar um bom salário”, disse. E continuou: “É indesculpável que se discuta o direito da mulher em outros países e aqui, nos EUA, não seja o mesmo”.

Patricia lembrou que, quando foi escrita a constituição norte-americana, as mulheres não participaram, “mesmo após elas terem brigado muito por isso”. A atriz foi aplaudida na sala de imprensa.

“A arte é uma paixão que conduz teus passos independente dos resultados”, disse o ator J. K. Simons, estatueta nas mãos, em entrevista a cerca de 300 jornalistas, depois de ganhar como melhor coadjuvante do ano, por “Whiplash”.

A declaração era uma forma de justificar os atos violentos que seu personagem não pensa duas vezes em adotar para conseguir o mais alto ponto grau da arte.

Simmons contou que, quando estava na faculdade, leu um livro do poeta Rilke, “Carta a um Jovem Poeta”, que o incentivou. “Descobri que, se você se empenhar em um esforço artístico, descobre que há algo a mais que deve ser feito. Esse é o espírito de ‘Whiplash’”.

Já Pawel Pawlikowski, diretor de “Ida”, primeiro filme polonês a ganhar a estatueta de produção estrangeira depois de nove indicações, disse que o prêmio deverá incentivar a produção em seu país. “‘Ida’ é ousado por usar o preto e branco, por conter muitos silêncios. Agora, com esse Oscar, acredito que meus colegas vão correr mais riscos”, disse.

“Ida” é distribuído no Brasil pela mineira Zeta Filmes.

Audiência

Baixa. A transmissão do Oscar teve uma queda grande de audiência, alcançando seu pior número desde 2008, segundo dados preliminares. O prêmio foi visto por 34,6 milhões de pessoas nos Estados Unidos.

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