Disputa no ninho tucano em Minas

Três deputados devem concorrer à presidência do partido; Domingos Sávio larga na frente

iG Minas Gerais | Guilherme Reis |

Com vistas à reconstrução do partido, após a derrotas nos pleitos estadual e federal de 2014 e, de olho na eleição municipal de 2016, o PSDB de Minas começa a organizar seu processo de eleição interna para definir o novo presidente do diretório mineiro. A sucessão ao atual mandatário da sigla, Marcus Pestana, marcada para o fim de março, tem como favorito o deputado federal Domingos Sávio, que será apoiado pelo senador Aécio Neves. Já os deputados federais Rodrigo de Castro e Paulo Abi-Ackel correm por fora.

De acordo com uma figura importante da legenda no Estado, Aécio já deu sinal verde para o nome ser o do deputado federal e atual vice-presidente da legenda, Domingos Sávio. “Aécio já sinalizou apoio a Domingos Sávio. Ele é um político que tem características muito importantes para ser o presidente da sigla. É um oposicionista muito respeitado no Congresso e conhece o partido”, disse o tucano.

Questionado se já teria recebido a bênção de Aécio Neves para liderar o partido, Domingos Sávio desconversou, mas garantiu que é sua hora de comandar a legenda. “Aécio vai respeitar todos os nomes colocados e não vai manifestar apoio agora. Mas acho que é o meu momento. Conheço o partido e passei por todos os cargos do Legislativo e fui prefeito. Quero reorganizar a legenda e torná-la mais próxima da militância e aprimorar a oposição no país”.

Cotado para ser candidato à Prefeitura de Belo Horizonte em 2016, Rodrigo de Castro explica que espera o PSDB discutir os rumos da legenda em Brasília para se posicionar como candidato, apesar de pessoas do partido afirmarem que ele já está conversando com os parlamentares da legenda para pedir apoio. “Meu nome foi lembrado por colegas de partido, mas temos que esperar a definição de Brasília. A discussão envolve o partido e não a mim”.

Já o deputado federal Paulo Abi-Ackel não se considera, ainda, postulante ao cargo, mas enxerga seu nome como o preferido de correligionários e militantes. “Ainda está cedo para me colocar, mas fui lembrado por colegas. Mas não vejo problema em disputar o cargo. Na democracia é importante que surjam nomes diferentes para oxigenar a legenda”, afirmou.

O atual presidente Marcus Pestana alega que ainda é cedo para anunciar apoio, mas garante que o processo sucessório será democrático e sem rachas. “Temos três nomes colocados, todos são representativos, mas não existe briga. Vamos construir o consenso e eleger um presidente que toque a reorganização da legenda”.

Para Castro, ‘há pensamentos diferentes’ na sigla De acordo com bastidores do PSDB, o provável candidato à presidência do partido Rodrigo de Castro é o nome mais rejeitado internamente. Um tucano, que pediu para não ser identificado, afirmou que o problema é uma consequência da atuação de seu pai e ex-secretário de governo Danilo de Castro (PSDB). Durante a eleição de 2014, Danilo foi criticado por concentrar recursos e esforços para eleger Rodrigo, em detrimento de outros nomes da legenda. Rodrigo de Castro nega que exista rejeição em relação ao seu nome. “Existem apenas pensamentos diferentes no PSDB”.

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