Conteúdos gratuitos ganham a preferência do internauta no país

Especialista diz que seria contrassenso as grandes começarem a cobrar

iG Minas Gerais | Da redação |

Cerca de 38% das pessoas não conseguem se afastar muito tempo das redes sociais
Reprodução/STOCKXPORTS
Cerca de 38% das pessoas não conseguem se afastar muito tempo das redes sociais

Os conteúdos disponibilizados gratuitamente na internet estão no topo da preferência dos brasileiros que acessam a web, seja no computador de casa ou do trabalho, smartphones ou tablets. É o que a aponta a 26ª edição da Internet Pop, pesquisa realizada pelo Ibope Media com o objetivo de mapear os hábitos de consumo da internet em 13 mercados do país.

A pesquisa constatou, por exemplo, que em âmbito nacional 75% das pessoas que têm o hábito de instalar aplicativos em seus celulares e tablets dizem adquirir apenas aqueles com custo zero. Apenas na região metropolitana de Belo Horizonte, o número cai para 67%.

No comparativo entre os internautas da região de Belo Horizonte e do Brasil, os demais indicadores sofrem variações ainda menores. Cerca de 70% dos brasileiros já possuem algum tipo de acesso à internet, sendo que 38% não conseguem ficar mais do que algumas horas sem checar seus perfis nas redes sociais. Já entre os mineiros, 66% têm acesso a internet, enquanto 34% admitiram não desgrudar das redes por mais que alguns minutos.

O estudante Matheus Abreu, 22, é prova dessa tendência. Usuário das redes sociais, afirmou checar frequentemente seu smartphone para visualizar novas mensagens. “Recebo muitas mensagens em conversas pessoais ou grupos no WhatsApp e no Messenger do Facebook. Além dessas, uso sempre o Tinder e acompanho as postagens no Instagram”, diz.

Sobre a compra de aplicativos, Matheus é enfático. “Só compro se realmente não houver outra alternativa. Caso algum outro app atenda bem ao que eu quero, uso uma versão gratuita ou similar. A única exceção que já abri foi comprar músicas pelo iTunes, há algum tempo. Mas em aplicativos, propriamente, os gratuitos resolvem minha vida muito bem”.

Seguindo a tendência. Leonardo Bortoletto, presidente executivo da Sucesu Minas, lembra os números seguem tendência dos últimos anos. “Os dados não apontam grande divergência a nível nacional e estadual, tampouco comparando com outros países com baixa estrutura de internet, como o nosso. Desde 2004 o preço dos computadores tem caído, e essa realidade acaba ajudando a popularizar a frequência de acesso e o número de usuários”, comenta.

O especialista tranquiliza os usuários sobre a gratuidade dos aplicativos no futuro, mostrando que aplicativos populares como WhatsApp e Instagram sempre buscam mais pessoas utilizando seu serviço para obter rentabilidade. “Seria um contrassenso que as grandes empresas passassem a tarifar seus usuários, inclusive tudo leva a crer que tenhamos em breve versões gratuitas para tudo. Os principais aplicativos dependem do volume de usuários para capitalizar e fazer com que essa conta feche”.

Flash

Apps. Segundo pesquisa da comScore, donos de smartphone na América Latina mantém instalados, em média, 18 aplicativos no celular.

Posse de tablets no Brasil dobrou de um ano para o outro A posse de tablets no Brasil duplicou de 2013 para 2014, segundo a pesquisa Internet Pop, realizada pelo Ibope Media. A conexão wi-fi no smartphone ou tablet é a preferida por 59% dos que usam 3G/4G e wi-fi ao mesmo tempo nos seus aparelhos. Já entre os brasileiros que acessam a web em casa, 93% têm banda larga e 72% possuem acesso wi-fi. Na região metropolitana de Belo Horizonte, 96% afirmaram acessar a internet banda larga em casa, enquanto 71% tem a facilidade do wi-fi. “O tablet está cada vez mais parecido com o notebook no que diz respeito ao acesso à internet, e com isso acaba concorrendo diretamente nesse mercado, levando vantagem no custo-benefício”, disse o presidente da Sucesu Minas, Leonardo Bortoletto. Para realizar a pesquisa, o Ibope Media entrevistou 18.541 pessoas, de ambos os sexos, de todas as classes sociais, e residentes nas regiões metropolitanas de 13 capitais do país.

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