PGR pede para abrir inquérito contra Agripino Maia

Presidente do DEM teria pedido dinheiro para que empresário continuasse participando de esquema

iG Minas Gerais |

Agripino Maia nega que tenha recebido dinheiro do empresário
JOSE CRUZ
Agripino Maia nega que tenha recebido dinheiro do empresário

Brasília. O procurador geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) abertura de inquérito para investigar se o senador José Agripino Maia (RN), presidente do DEM, recebeu dinheiro em 2010 em troca de não colocar obstáculos à aprovação de um projeto de lei que previa implantação da inspeção veicular obrigatória no Rio Grande do Norte. O caso foi noticiado pelo programa “Fantástico”.

No caso, o empresário George Olímpio montou um instituto, entre 2008 e 2011, para prestar serviços de cartório ao Detran, que cobrava taxas de cada carro financiado no Estado. Ele pagou propinas para agilizar a tramitação do projetos de um lei que criava a inspeção a inspeção veicular da qual se beneficiaria.

Em delação, Olímpio disse que Agripino teria lhe pedido R$ 1 milhão para campanhas políticas e que ele entendeu o pleito como uma chantagem: ou daria o dinheiro ou perderia o comando da inspeção veicular.

Ele ainda alega ter entregue parte do dinheiro, R$ 300 mil, e ter feito empréstimos com pessoas indicadas por Maia para completar R$ 1 milhão.

O pedido da PGR é para que o parlamentar seja investigado por suposto crime de corrupção passiva. A decisão de abrir ou não o inquérito será tomada pela ministra Cármen Lúcia.

Em nota divulgada ontem, o senador José Agripino afirmou desconhecer “o teor da suposta acusação”. No texto, Agripino também destaca que o ex-procurador geral da República Roberto Gurgel arquivou, em 2012, pedido de investigação contra ele encaminhado pelo MPF do Rio Grande do Norte. “Estaria eu sendo objeto de denúncia de igual teor à que a Procuradoria Geral da República já teria apurado e arquivado? Por que razão estes fatos estariam sendo retomados?”, questionou.

O caso começou a ser investigado em 2011 pela Polícia Federal, na operação Sinal Fechado, e voltou a ser abordado pela PGR devido a novos elementos trazidos às investigações após depoimento em acordo de delação premiada de Olímpio.

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