Ações têm apoio de sindicatos

Segundo José Natan, falta diálogo com os manifestantes

iG Minas Gerais |

As manifestações dos caminhoneiros no país não estão encabeçadas por nenhuma entidade representativa. “É um movimento de caráter popular, não tem nenhuma entidade organizando. Começou no extremo oeste de Santa Catarina e se espalhou espontaneamente. Em cada lugar com seus representantes e demandas”, afirma o presidente Sindicato das Empresas de Transportes e Transportadores do Oeste e Meio Oeste Catarinense (SETCOM), Paulo Simioni.

Segundo o presidente, porém, o sindicato apoia o movimento. “As reivindicações são justas. A carga tributária, o preço do combustível e a defasagem no preço dos fretes estão inviabilizando o transporte rodoviário”, declara Simioni.

A mesma posição tem o presidente do Sindicato Interestadual de Caminhoneiros, José Natan Emídio Neto. “Não estamos na organização das manifestações, mas apoiamos e concordamos com o movimento”, afirma José Natan.

“Nós já notificamos o governo federal sobre as reivindicações do movimento e esperamos um retorno. Acredito que se o diesel baixar de preço, eles voltam a rodar”, opina o presidente do sindicato interestadual que reúne associados de cerca de 20 Estados brasileiros.

Segundo José Natan, falta diálogo com os manifestantes. “As mudanças estão sendo feitas e o governo federal não dialoga com a gente. Acho que isso precisa ser feito”, afirma.

Frangos

Paraná. Em razão da paralisação de caminhoneiros, a BRF informou ontem que as fábricas de Francisco Beltão e Dois Vizinhos, no Paraná, interromperam a produção de aves por falta de matéria-prima.

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