PT questiona delação de Barusco

Os documentos mostram que o objetivo do PT é ampliar as investigações para o período anterior à chegada do partido ao governo federal

iG Minas Gerais |

São Paulo. O PT protocolou ontem, representações junto às corregedorias do Ministério Público Federal e da Polícia Federal questionando a linha de investigação da operação Lava Jato. Segundo o PT, as investigações se concentram no período posterior a 2010, quando a presidente Dilma Rousseff foi eleita, sendo que existem indícios de que o esquema de corrupção na Petrobras começou em 1995, no primeiro ano do governo Fernando Henrique Cardoso.  

Além disso o PT protocolou duas interpelações, uma cível outra criminal, contra o ex-gerente de Serviços da estatal Pedro Barusco que, em delação premiada, acusou o partido de receber US$ 200 milhões em propinas. A interpelação é o primeiro passo um processo por danos morais contra o ex-gerente da estatal. O partido questiona, por exemplo, onde estariam os US$ 200 milhões supostamente destinados à legenda.

Os documentos mostram que o objetivo do PT é ampliar as investigações para o período anterior à chegada do partido ao governo federal. Na representação feita junto à Corregedoria do Ministério Público Federal, o partido questiona se a linha adotada no interrogatório de Barusco foi uma iniciativa dos procuradores que participam da operação ou partiu apenas da PF, além de pedir a apuração de vazamentos de dados sigilosos.

Já na representação feita à Corregedoria da PF, o partido pede explicitamente que sejam “apurados todos aspectos” da delação de Barusco que, em um dos depoimentos, confessou receber propinas desde 1997. Além de Barusco, o empresário Augusto Ribeiro Mendonça Neto, da Setal Engenharia, disse que o “clube” das empreiteiras existe desde a década de 1990.

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