McLaren descarta falha mecânica e culpa vento por acidente de Alonso

De acordo com a equipe inglesa, foram conduzidas investigações nas últimas 24 horas para tentar entender as causas da batida desse domingo

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

A escuderia também negou as especulações de que Alonso pudesse ter desmaiado no cockpit
QUIQUE GARCIA / AFP
A escuderia também negou as especulações de que Alonso pudesse ter desmaiado no cockpit

A McLaren descartou que uma falha mecânica tenha sido a causa do acidente que fez com que Fernando Alonso passasse a noite na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Geral da Catalunha em observação por conta de uma concussão sofrida com a batida.

De acordo com a equipe inglesa, foram conduzidas investigações nas últimas 24 horas para tentar entender as causas da batida que aconteceu quando o piloto espanhol completava sua 21ª volta na manhã do último dia de testes no circuito de Montmeló, no domingo (22).

"O carro de Fernando saiu da pista na Curva 3 e passou por cima da grama sintética do lado de fora da pista. Uma consequência perda de tração fez com que o carro ficasse instável, voltasse para a pista, onde ele retomou a tração e então se chocasse contra o muro do lado direito", afirmou o time em comunicado distribuído no fim da tarde desta segunda-feira (23).

"Nossas investigações indicam que o acidente foi causado pelos fortes ventos que sopravam naquela parte do circuito naquele momento, que afetaram também outros pilotos [como foi o caso de Carlo Sainz, da Toro Rosso, que bateu no mesmo local horas depois]. Podemos atestar categoricamente que não houve falha mecânica no carro e nenhuma perda de carga aerodinâmica foi detectada".

A McLaren ainda negou as especulações de que Alonso pudesse ter desmaiado no cockpit ou de que tivesse sofrido uma descarga elétrica originada dos complexos sistemas de recuperação de energia que são usados nos carros de F-1 atualmente.

"Nenhuma descarga elétrica ou irregularidade de qualquer tipo ocorreu no sistema de recuperação de energia do carro seja antes, durante ou depois do acidente. Nossos dados mostram que Fernando estava consciente durante todo o tempo e estava trocando as marchas do carro e freando ao máximo no momento do primeiro impacto, algo que ele não faria se estivesse inconsciente na hora da batida", completou o time inglês.

A equipe inglesa ainda deu mais detalhes da batida, dizendo que a roda dianteira direita foi a primeira a tocar o muro, depois a traseira. O time disse que o impacto foi forte, mas não divulgou a velocidade que o carro vinha no momento.

"Depois do impacto inicial, o carro continuou se arrastando por 15 segundos antes de parar por completo. As quatro rodas permaneceram presas ao carro, mas nenhum dano substancial ocorreu no chassi ou na célula de sobrevivência", descreveu a McLaren.

Alonso deve permanecer mais uma noite em observação no hospital, onde está acompanhado por seus pais, o empresário e amigos.

De acordo com a equipe inglesa, Alonso foi sedado antes de ser transportado de helicóptero ao hospital no domingo, o que seria um procedimento normal.

Depois de passar por tomografias e ressonâncias magnéticas, o espanhol foi colocado na Unidade de Terapia Intensiva como medida de precaução.

"Para lhe dar privacidade e tranquilidade e facilitar sua recuperação, Fernando vai ser mantido no hospital para mais observações e para se recuperar dos efeitos da medicação que fez com que ele ficasse sedado", disse o time.

Alonso ainda não está confirmado nos testes que encerram a pré-temporada da F-1 e que acontecem de quinta (26) até domingo (1º), mais uma vez em Barcelona.

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