Gabas afirmou ser contra uma idade mínima para contribuir com o INSS

As mudanças nas regras de benefícios por morte e auxílio doença, posição que enfrenta forte rejeição das centrais sindicais e de alguns deputados, também foi comentada por Carlos Gabas

iG Minas Gerais | da redação |

Ministro da Previdência disse que não vai recorrer da decisão do STF
Valter Campanato/ABr
Ministro da Previdência disse que não vai recorrer da decisão do STF

Em entrevista concedida a rádio CBN, nesta segunda-feira (23), o Ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, afirmou ser contra a demarcação de uma idade mínima para começar a contribuir com o INSS. Segundo Gabas a definição de uma idade específica, por exemplo 25 anos, seria prejudicial para as pessoas mais pobres que tem que começar a trabalhar mais cedo.

As mudanças nas regras de benefícios por morte e auxílio doença, posição que enfrenta forte rejeição das centrais sindicais e de alguns deputados, também foi comentada por Carlos Gabas.

Segundo ele, a posição tem como intenção garantir a sustentabilidade da previdência e não o fechamento de contas como havia sido comentado anteriormente. Uma das alterações nas regras será a instituição de um período de 24 meses de carência, ou seja, a pessoa deverá contribuir durante dois anos para poder ter direito à previdência.

Gabas citou os "casamentos oportunistas" como um outro tópico a ser revisto. Ele exemplificou com o caso de uma senhora de 78 anos que deixou a pensão para o esposo de 21 anos, direito que este terá até os 84 anos, no mínimo.

Ao ser questionado pelo jornalista sobre o posicionamento da presidente durante a campanha eleitoral na qual afirmou que não promoveria mudanças, o Ministro disse que a posição não é de mudança, mas de restrição.

O Ministro ainda se posicionou à favor de que o tempo de contribuição definido pela junção entre a idade da pessoa e o tempo em que ela contribuiu para a previdência social.

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