Olheiros de Felipão na Copa vivem 'inferno astral' em 2015

Os ex-jogadores Alexandre Gallo e Roque Júnior atuaram como "homens de confiança" de Luis Felipe Scolari e agora passam por momentos de instabilidade no futebol

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Na próxima semana, Gallo deverá entregar para a cúpula da entidade um relatório sobre a participação do time brasileiro na competição
RAFAEL RIBEIRO/ CBF
Na próxima semana, Gallo deverá entregar para a cúpula da entidade um relatório sobre a participação do time brasileiro na competição

 Olheiros de Luiz Felipe Scolari na Copa do Mundo-2014, Alexandre Gallo e Roque Júnior começaram o ano de 2015 com grande expectativa. Os primeiro meses do ano, porém, não confirmaram isso.

Gallo, 47, esteve à frente da seleção brasileira sub-20 que terminou na quarta colocação no Campeonato Sul-Americano da categoria. Desde então, vive instabilidade no cargo e já foi criticado publicamente pelo presidente da CBF, José Maria Marin.

Treinador também da seleção olímpica, ele teve o cargo ameaçado, mas ganhou sobrevida pelo menos até o Mundial sub-20, que será realizado entre maio e junho deste ano, na Nova Zelândia.

Em reunião realizada na quinta (19), no Rio, o presidente da CBF, José Maria Marin, bancou a permanência de Gallo, com o aval do presidente eleito que assume em abril, Marco Polo Del Nero. A reportagem apurou que a saída de Gallo era defendida pelo coordenador de seleções, Gilmar Rinaldi, que também sugeriu que o técnico deixe o cargo de coordenador das categorias de base (ele acumula as funções), o que ainda deve ocorrer. Na semana passada ele chegou a ser avisado que perderia esse posto.

Já Roque Júnior foi demitido do cargo de técnico após seis jogos à frente do XV de Piracicaba. Neste período, o treinador acumulou cinco derrotas e uma vitória. O XV de Piracicaba foi o primeiro clube de Roque como treinador.

Gallo e Roque Júnior foram responsáveis por observar e formular relatórios sobre os adversários da seleção brasileira durante a Copa do Mundo.

Na véspera da derrota para a Alemanha por 7 a 1, a maior goleada sofrida na história centenária da seleção, Felipão afirmou que ouviu seus espiões para definir a equipe que enfrentaria os alemães. Na oportunidade, o treinador não tinha o atacante Neymar e o zagueiro Thiago Silva.

No setor defensivo, o treinador escolheu Dante, que era o substituto imediado do capitão da seleção -a outra opção para a zaga seria Henrique. Já para a vaga de Neymar, o treinador poderia reforçar o meio de campo com Ramires ou Paulinho ou até Willian, mas preferiu escalar o atacante Bernard.

Após a derrota para os alemães, Felipão afirmou que os espiões não palpitaram em relação ao time que foi colocado em campo. Ele também rebateu na época notícias de que seus auxiliares haviam sugerido para que ele escalasse uma equipe mais defensiva e não com Bernard.

"Não queiram colocar o Gallo contra mim porque vocês não vão conseguir. Estão tentando criar um clima que não existe. Confio cegamente no que o Gallo tem dito para mim a respeito desse assunto. Ele é o analista do adversário, mas da seleção brasileira sou eu, por enquanto", argumentou Felipão.