Caminhoneiros fecham completamente a BR-352, em Pitangui

Motivos seriam os mesmos da paralisação da BR-381, como aumento do óleo diesel e estagnação do preço dos fretes

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Caminhoneiros chegaram a atear fogo em pneus na BR-352
Web Repórter
Caminhoneiros chegaram a atear fogo em pneus na BR-352

O protesto dos caminhoneiros mineiros, que teve início na madrugada de domingo (22) na BR-381, em Igarapé, na região metropolitana de Belo Horizonte, parece estar em processo de expansão, já que além do surgimento de outros dois novos pontos de manifestação na mesma rodovia, na manhã desta segunda-feira (23) a categoria fechou os dois sentidos da BR-352, na entrada da cidade de Pitangui, na região Central do Estado. 

De acordo com a Polícia Militar Rodoviária (PMRv) da cidade, a manifestação teve início por volta das 10hm em frente ao Parque de Exposições de Pintagui, e tem as mesmas reivindicações dos demais movimentos que acontecem pelo país. Os motoristas chegaram a atear fogo em pneus nos dois sentidos da rodovia, forçando inclusive motoristas de carros de passeio, ônibus e escolares a pararem. 

Uma viatura da corporação já está no local e tenta negociar com os caminhoneiros para que apenas veículos de carga sejam parados. A manifestação já gerou cerca de 6 km de congestionamentos em ambos os sentidos da via. 

A interdição em Igarapé teve início às 5h de domingo, sendo que ao longo do dia acabou se estendendo para a altura da cidade Oliveira, na região Centro-Oeste do Estado, uma vez que a PRF havia disponibilizado uma opção de desvio para os motoristas. Em seguida, diante de um novo desvio, os manifestantes passaram a fechar também na altura de Perdões. 

Nesta segunda-feira algumas informações davam conta de que uma nova paralisação acontecia na cidade de Santo Antônio do Amparo, também na região Centro-Oeste. Entretanto, de acordo com o posto da PRF no município, os caminhoneiros que estão parados na região não manifestam, mas apenas aguardam o fim da paralisação, uma vez que não há como seguir para Oliveira e nem Perdões.

As reivindicações

Conforme alguns representantes do movimento dos caminhoneiros em Igarapé, a paralisação não foi organizada pelo sindicato. "Não queremos o sindicato, já que não nos apoiaram em momento algum. Estamos segurando todos os caminhões, mesmo que tenham carga perecível. Apenas carga viva, carros de passeio, ambulâncias e ônibus podem passar", explica um dos líderes, Renato Martins de Almeida.

A principal motivação para o ato seria a estagnação no valor dos fretes pagos pelas empresas aos caminhoneiros, que não aumenta em alguns casos há 8 anos. "Claro que também sentimos o aumento no valor do diesel, que subiu 50 centavos por litro. Os custos com combustível e manutenção estão em torno de 80% do que recebemos, quando não deveria passar 40%. Assim não fica lucrativo trabalhar", afirmou.

O presidente do Sindicato Interestadual dos Caminhoneiros, José Natan, contou à reportagem de O TEMPO que a manifestação não foi organizada pelo sindicato. "Estamos dando cobertura sobre as paralisações em todo o país. Em cada estrada é um caso, sendo que em Minas aconteceu, entre outros motivos, por conta do minério", contou.

Ainda segundo ele, outro problema que vem atingindo a categoria é o valor dos pedágios, que acabam ficando muito caros para  veículos com muitos eixos.

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