Minas encara Rio do Sul para começar caminhada rumo ao G-4

Mesmo já classificado para os play-offs, time de Belo Horizonte quer manter crescente para conseguir vantagem em momento decisivo

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Minas chega em momento favorável após sete vitórias nos últimos oito jogos
ORLANDO BENTO
Minas chega em momento favorável após sete vitórias nos últimos oito jogos

O duelo entre Camponesa-Minas e Rio do Sul-Equibrasil-SC, nesta terça-feira, às 19h30, na Arena Minas, pode marcar a arrancada do Minas rumo ao quarto lugar da Superliga. Faltando cinco jogos para o final da fase de classificação, o time de Belo Horizonte, atualmente na quinta posição, tem como meta subir, pelo menos, uma posição para ter vantagem nos play-offs, onde já tem presença garantida. Quem ficar entre os quatro primeiros, tem a vantagem de fazer dois dois três jogos das quartas de final dentro de seus domínios.

Para isso, os resultados positivos são mais do que necessários, assim como tropeços dos principais concorrentes pelo G-4. O maior deles é o Dentil-Praia Clube, de Uberlândia. "Temos que encarar cada partida como uma decisão. Não somente porque precisamos pontuar, mas também porque estes jogos servirão para que cheguemos da melhor forma possível na próxima fase, onde viveremos um momento de decisão e pressão também. Existe a chance de beliscarmos esta quarta posição, é algo palpável, nada absurdo", comenta o técnico Marco Queiroga, do Minas.

Ao ser perguntando se não faria mal 'secar' o rival do Triângulo, o treinador riu e esquivou-se. "Deixemos o Praia fazer o seu trabalho e nós o nosso. No final dos 24 jogos, veremos como vai ficar a classificação", disse. Ao contrário do Minas, que vai enfrentar somente times que estão em posições inferiores na tabela, o Praia terá pela frente duas das favoritas ao título, aumentando a expectativa das últimas rodadas.

Pensando em si. Por mais que dependa de quedas do rival, Queiroga prefere dar prioridade ao seu time, que venceu sete dois últimos oito jogos. A boa sequência fez o Minas dar um pulo na tabela e começar a incomodar o Praia Clube, algo que parecia improvável até o fim do primeiro turno.

"Temos que dar continuidade a essa boa campanha do segundo turno. Podemos chegar aos 52 pontos e entrar na reta final vivendo um momento de crescimento. Esta é a nossa preocupação", indica.

Pé no chão. Mesmo com o Rio do Sul longe do Minas na Superliga, fora da zona de classificação, o treinador minastenista sabe que nada está garantido. "O jogo pode se tornar fácil se assim merecermos, se fizermos por onde. A Superliga é um dos torneios mais difíceis do mundo. Os treinadores estão entre os melhores do planeta, assim como as jogadoras. Se cochilarmos, mesmo contra o lanterna, você vai cair, não tenha dúvida. Não existe jogo fácil antes que ele comece. Todos os times trabalham forte e irão incomodar se você assim permitir", indica.

Parceria. A química entre torcida e time, que andava sumida nas primeiras rodadas, apareceu com tudo no momento decisivo. "O público de Minas Gerais e Belo Horizonte é apaixonado por vôlei. Essa chama esteve menos intensa, um pouco apagada, mas agora voltou com tudo, graças aos bons resultados que tivemos. A medida que a produção melhorou, com jogadoras como Carol Gattaz, Walewska e Jaqueline chamando a responsabilidade, o público retomou seu papel. Queremos que isso permaneça nos próximos jogos", projeta o comandante.