Mapeamento não é suficiente para conter as causas

iG Minas Gerais |

Na mesa do chefe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa, delegado Wagner Pinto de Souza, um estudo de cerca de cem páginas traz um raio x dos homicídios em Belo Horizonte, o perfil das vítimas, os locais mais perigosos etc. O policial não revela os dados completos, mas diz que ano a ano elabora um relatório como esse para direcionar as ações. Porém, mesmo com uma identificação tão clara de onde o crime acontece e quem são os alvos, os índices continuam em elevação.

Para o delegado, o tráfico é a “mola propulsora” de tantas mortes, e a polícia tem feito o trabalho de mapear os criminosos e desarticular gangues. “É difícil evitar porque o universo é grande. O importante é trabalhar na causa do problema, dando melhores condições de escolaridade, renda, trabalho e prevenção contra uso de drogas. É trabalho coletivo”, ressaltou.

A coordenadora do Programa de Redução da Violência Letal da Secretaria Nacional de Direitos Humanos (SDH), Raquel Willadino, acredita que é preciso ter metas claras. “É fundamental que sejam realizados diagnósticos locais para identificar as causas do aumento da violência. Isso precisa se tornar prioridade na agenda pública”, destacou. (LC)

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