Empresas doaram a deputados

iG Minas Gerais |

Brasília. Deputados escolhidos pelos partidos para apurar na Câmara o esquema de corrupção na Petrobras receberam, em 2014, R$ 1,9 milhão em doações eleitorais de empresas citadas na operação Lava Jato e prováveis alvos da CPI.

Empreiteiras como Andrade Gutierrez, Odebrecht, OAS, UTC, Carioca Engenharia, Galvão Engenharia e empresas do grupo Queiroz Galvão doaram para dez dos 15 deputados já indicados para a CPI. O levantamento do jornal “O Estado de S. Paulo” considerou a prestação de contas dos candidatos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O número de agraciados pode aumentar. Faltam ser escolhidos 12 dos 27 membros da CPI, a ser instalada na quinta-feira. Favorito para assumir a presidência da comissão, o peemedebista Hugo Motta (PB), teve cerca de R$ 455 mil dos R$ 742 mil de sua campanha custeados por duas construtoras.

Ele recebeu R$ 255 mil da Andrade Gutierrez via diretórios estadual e nacional e por um repasse da campanha do candidato a deputado estadual Nabor Wanderley Filho (PMDB-PB).

Outros R$ 200 mil vieram da Odebrecht, repassados pela direção nacional do PMDB. O deputado diz desconhecer as doações.

Júlio Delgado (PSB-MG) foi quem recebeu o maior volume de recursos. A direção nacional do PSB repassou R$ 200 mil da Andrade Gutierrez e R$ 100 mil da Queiroz Galvão Alimentos. O diretório estadual repassou R$ 50 mil da Odebrecht, que doou mais R$ 30 mil diretamente à campanha de Delgado.

A maioria das doações foi feita de forma indireta. As empresas doaram para partidos e outros candidatos, que repassaram os recursos aos deputados ou custearam peças publicitárias. A manobra é legal.

Na lista estão ainda Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), Paulinho Pereira da Silva (SDD-SP), Onyx Lorenzoni (DEM-RS), João Carlos Bacelar (PR-BA), Paulo Magalhães (PSD-BA), Bruno Covas (PSDB-SP), Izalci (PSDB-DF), Otávio Leite (PSDB-RJ) e Félix Mendonça Júnior (PDT-BA).

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