Bancos colaboraram, diz Barusco

iG Minas Gerais |

Brasília. Por volta de outubro de 2011, dois altos funcionários da Petrobras jantaram em Milão (Itália) com o presidente e o agente de um banco sediado na Suíça, o Cramer. No dia seguinte eles abriram contas no mesmo banco em nome de empresas de fachada e começaram a receber milhões de dólares em propina associadas a contratos de estaleiros com a estatal.

O encontro e a operação que o sucedeu – descritos pelo ex-gerente de engenharia da Petrobras Pedro José Barusco Filho no acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal – são um exemplo do envolvimento pessoal de gestores de contas de bancos sediados na Europa revelados pela Lava Jato.

Depoimentos de Barusco e outros delatores revelam a tolerância e mesmo o incentivo dos bancos para permitir a guarda e o sigilo sobre dinheiro suspeito movimentado por funcionários da estatal.

Barusco disse que escolhia as instituições financeiras que esconderiam seu dinheiro de acordo com o sigilo oferecido. Ele contou que “entre 1997 e 1998 até outubro de 2010” ele recebeu US$ 22 milhões em propinas pagas pela firma holandesa SBM.

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