Preço das garrafas de 330 ml e 500 ml pode variar 1.000%

iG Minas Gerais |

As garrafinhas pet de água mineral de 330 ml e 500 ml são as preferidas para quem está fora de casa, mas os preços são os mais salgados do mercado. Dependendo da marca e da embalagem, a variação chega a 1.664,7%. Em um supermercado de Belo Horizonte, a reportagem de O TEMPO encontrou águas de R$ 0,68 a R$ 12. 

Por causa dos preços praticados, a advogada Cristina Nolasco, 36, regula o consumo de água mineral, só utilizando em último caso. “Meu consumo de água mineral é restrito às necessidades de quando estou fora de casa. Isso na praia, especialmente, e em restaurantes. Nestes últimos, não há muita escolha, mas observo primeiro a validade, depois o menor preço”, conta.

Qualidade. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda que o consumidor observe mais os rótulos. Isso porque a qualidade da água também é medida pela quantidade de sódio e a variação desse elemento entre uma marca e outra, além de potencial hidrogeniônico – o pH –, que mede o nível de acidez da água. O limite aceitável pela Anvisa é de 600 mg/l. Apesar de as empresas não ultrapassarem essa quantidade, o valor varia muito de uma marca para outra, e, de forma geral, o excesso de sódio na alimentação causa retenção de líquidos, o que leva ao aumento da pressão arterial.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda uma ingestão diária de até 2.000 mg de sódio por dia. Se uma pessoa beber um litro de água mineral com 103,06 mg de sódio, já estará consumindo cerca de 5% da sua cota diária.

A recomendação da American Public Health Association é que o pH varie de 7 a 10, o que caracteriza uma água neutra ou alcalina: 5,45 (água ácida) até 9,58 (água alcalina). (AD)

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