Vira-virou do grande Coelho

iG Minas Gerais |

O Atlético entrou com o seu time totalmente reserva ontem, no clássico contra o América, na Arena Independência. Já o Coelho usou sua força máxima que estava à disposição. Apenas o zagueiro Wesley Matos, suspenso, e o volante Leandro Guerreiro, que voltava de contusão, não foram usados pelo técnico Givanildo Oliveira. Levir Culpi foi coerente: o Galo tem uma competição muito maior que o Campeonato Mineiro depois de amanhã, e o time já vem de derrota na estreia pela Libertadores. O adversário será o mexicano Atlas. Páreo duro, pois o futebol mexicano cresceu muito. O Atlas vai dar trabalho. Já havia ficado difícil para o Atlético, por causa da perda dos titulares Marcos Rocha e Lucas Pratto em um jogo do Campeonato Mineiro. Por isso, a decisão pelo time totalmente reserva. A exceção de Victor, claro. Cada treinador fez o que achou mais prudente. O jogo O primeiro tempo foi de um ligeiro domínio do América, e o Atlético buscando os contra golpes e levando mais perigo. Natural que fosse assim. O Coelho está mais entrosado, tinha que chamar a responsabilidade da partida. Os reservas do Galo cumpriam seu papel de explorar e atacar quando fosse possível. Emerson Conceição foi duro de ver em campo outra vez. A Massa não merece isso. Cárdenas foi discreto, mas deixou boa impressão. Correu pelos dois lados do campo. Veio o segundo tempo, e o jogo ficou ótimo. O Atlético voltou melhor e, logo aos 11 minutos, teve pênalti a seu favor cometido por Patrick, que acabou expulso, em cima de Cesinha. André foi para bola e bateu com categoria. Galo um a zero. Com dez em campo, o Coelho não se abateu. Foi time grande. Bryan, aos 19 minutos, empatou o clássico com um golaço. Arrancou do meio campo, chapelou Carlos César, dominou com a cabeça e fuzilou com categoria. Tudo igual. A virada do Coelho veio com uma arrancada de Felipe Amorim, que foi derrubado na área por Edcarlos. Pênalti. Mancini bateu e virou. América 2 a 1. Com dez jogadores em campo, o time de guerreiros do América ressurgiu, dominou, cresceu e segurou o resultado. O trabalho de Givanildo Oliveira segue. E, agora, apareceu a vitória que faltava. A vitória pra cima de um grande.

A lista de Marcelo Os 30 jogadores inscritos pelo Cruzeiro para a primeira fase da Copa Libertadores da América foram conhecidos no último final de semana. Ausências sentidas de Neilton e Júlio Baptista. No mais, Marcelo Oliveira leva o que tem de melhor. Os sinais são muito claros de que o fim da linha está próximo para esses dois atletas. Júlio Baptista tem seu contrato vencendo no meio do ano. O jogador passou o fim de semana fora de Belo Horizonte, consultando médico particular sobre a lesão no joelho direito. Vai passar por cirurgia para correção de cartilagem do local. Talvez se trate para jogar em outro clube. No time mineiro, não creio mais. Evidente que a recuperação será feita com o contrato em vigor com o Cruzeiro. É o que manda a lei. Também fora da lista O jovem Neilton também não consta na lista de Marcelo Oliveira. É um caso para se analisar. Revelação do Santos, negociado a preço de ouro para a idade, chegou como promessa. Nunca se encontrou. Nunca teve sequência. Não se pode dizer nem que foi de altos e baixos. As poucas chances que teve, não foram aproveitadas. Não caiu nas graças nem da torcida, nem da comissão técnica. Paga pelo seu próprio desempenho. Futuro muito incerto. Coerência No mais, Marcelo Oliveira foi coerente. Os mais aproveitados, os mais relacionados nos jogos, estão dentro. A missão começa depois de amanhã, em Sucre, na Bolívia, contra o Universitario. No Campeonato Boliviano, o adversário vai mal: oitavo colocado, com apenas oito pontos conquistados em sete jogos disputados. Vitória contundente No jogo do último sábado, contra o Boa Esporte, no Mineirão, vitória contundente por 3 a 0, com show de Leandro Damião. Dois gols na partida, quatro no campeonato, além de quatro assistências. Divide a artilharia com Luiz Eduardo, da Caldense. O jogador ganhou confiança e a China Azul. Movimentação O uruguaio Arrascaeta voltou a mostrar boa movimentação. O zagueiro Paulo André, que estreou usando a faixa de capitão, foi pouco exigido, mas foi bem. No segundo tempo, quem estreou foi o atacante Henrique Dourado. Enfim, valeu muito o jogo de sábado, sobretudo para deixar uma boa impressão e retomar a confiança de todos. Time e torcida. 

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave