Ainda no clima, dois blocos animam os foliões de BH neste domingo

Na praça da Estação, o bloco “Percussão Brasil”, reuniu cerca de 300 pessoa e, no Prado, grupo Balatucada e o bloco “Dois lá dois Cá" sacudiram cerca de 400

iG Minas Gerais | João Paulo Costa |

CIDADES - BELO HORIZONTE - MG . CONCENTRACAO DO BLOCO DOIS LA DOIS CA NO BAIRRO PRADO EM BH . NA FOTO REGINALDO JIMENEZ .
FOTO: MOISES SILVA / O TEMPO 22-2-2015
MOISES SILVA / O TEMPO
CIDADES - BELO HORIZONTE - MG . CONCENTRACAO DO BLOCO DOIS LA DOIS CA NO BAIRRO PRADO EM BH . NA FOTO REGINALDO JIMENEZ . FOTO: MOISES SILVA / O TEMPO 22-2-2015

Quem disse que o Carnaval belo-horizontino tem hora para acabar? Ainda neste domingo, dois blocos animaram os foliões da capital mineira.

Na praça da Estação, o bloco “Percussão Brasil”, reuniu cerca de 300 pessoas e, de quebra, realizou um encontro de cuícas. Embalado pelos integrantes do Afoxé Bandarerê, Maracatu Pata de Leão e pelos membros dos Acadêmicos de Venda Nova, Imperador e da ala feminina de ritmistas da bateria Imperatriz, o bloco deixou quem estava na praça com gostinho de quero mais.

Já entre a rua Erê e rua João Lúcio Brandão, no bairro Prado, região Oeste de BH, o grupo Balatucada e o bloco “Dois lá dois Cá" sacudiram cerca de 400 pessoas ao som de sambas-enredo e muito axé.

Convite. De acordo com o professor do Núcleo de Estudos de Cultura Popular (Necup), percussionista e membro do bloco “Percussão Brasil”, Raphael Leite, 38, o Carnaval chega ao fim, mas o grupo já pensa em 2016. “Hoje deixamos um convite para galera que quer aprender a tocar algum instrumento. Neste Carnaval, muita gente nos procurou. Estamos abertos a receber as pessoas e esse encontro de hoje é para reunir mais gente pensando no ano que vem”, disse o percussionista.

Segundo ele, o bloco quer formar mais ritmistas. "O 'Encontro de Cuíca'  foi promovido para incentivar quem está começando. Nossa preocupação neste domingo não é reunir um grande público, mas aqueles interessados em aprender a manusear um instrumento de forma apropriada”, disse.

Vestindo colares, turbante e trajes africanos, a membro do Afoxé Bandarerê, Aline Silva, 29, diz que o encontro na praça da Estação serviu também para o grupo se posicionar. “É mais uma oportunidade de estarmos junto com os cuiqueiros, conquistando o nosso espaço. Outro objetivo é defender a nossa cultura, a igualdade racial e a nossa religião”, disse.

Despedida. Tocando samba-enredos da Portela, Mangueira e Salgueira, o Balatucada encerrou a festa no Prado com muita animação. Bruno Nazaro, 27, vocalista do Balatucada disse que a festa poderia durar mais. “Não é o calendário que nos faz parar. É folia todo dia. E já queremos mais”, brinca o vocalista. 

Quem caiu na folia na tarde deste domingo, não viu toda aquela aglomeração de gente que tomou às ruas da capital durante o carnaval. Mas, segundo a enfermeira Patrícia Paula Silva, 26, a folia termina de um modo gostoso, saudável. “Aproveitei muito com minhas amigas o Carnaval inteiro. Hoje foi só para dar um até breve para a folia que ano vem deve ser ainda melhor”, disse.   

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