Confusão marca fim de Carnaval no Prado na noite desse sábado

Advogado acompanhou toda a confusão da sacada de sua janela; festa deveria ter acabado às 22h, mas foliões não queria ir embora

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

undefined

O Carnaval de Belo Horizonte ainda não acabou e, na noite desse sábado (21), uma confusão tomou conta da avenida Francisco Sá, no Prado, na região Oeste da capital. Foliões e Polícia Militar entraram em conflito e algumas pessoas ficaram feridas. O motivo da confusão, segundo a Polícia Militar, foi uma briga entre dois participantes. Já segundo uma testemunha, foi o som alto e a baderna causada por alguns foliões que não queriam deixar a rua após o horário determinado.

A concentração do bloco AloPrado estava prevista para acontecer a partir de 12h, no Shopping Barroca. De lá, os foliões iriam desfilar pela Francisco Sá. No evento do Facebook, a previsão de término da festa era as 21h30, e cerca de 3.700 pessoas já haviam confirmado presença.

Segundo o presidente da Comissão de Apoio aos Movimentos Sociais da OAB-MG, Lúcio Domingues, que presenciou a confusão, já que mora na avenida onde acontecia a passagem do bloco, o combinado era que os ambulantes ficariam nas ruas até 22h. Depois deste horário, eles foram embora, mas a avenida continua tomada por gente. "Pelo menos três quadras da rua estavam tomadas de gente, eu não sei precisar muito bem o número de pessoas, mas devia ter umas cinco mil", conta.

Ainda de acordo com Domingues, a confusão toda durou cerca de 10 minutos. "Depois do horário estabelecido algumas pessoas começaram a colocar carros de som, fazendo muito barulho. A polícia começou a fazer uma espécie de cordão para ir 'varrendo' as pessoas no sentido da avenida Amazonas, e alguns foliões não gostaram", conta.

Foi por isso que alguns deles chegaram a atirar garrafas de bebidas contra a polícia, atingido alguns militares e quebrando o vidro de uma das viaturas. Os militares começaram a jogar bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar a confusão.

Mas antes mesmo do conflito entre foliões e polícia, Domingues já havia visto de sua sacada pelo menos duas brigas entre os próprios participantes da festa. "Eu verifiquei que os ânimos estavam acirrados, muita movimentação e atuação firme da Polícia Militar. Foram várias viaturas circulando pela Francisco Sá. O que era pra ser uma festa, se transformou num palco de guerra", relata, ainda.

Segundo a Polícia Militar, a ocorrência foi encerrada na manhã deste domingo como lesão corporal, porque um homem que um mecânico que estava na festa teria encontrado o cliente que lhe devia dinheiro e resolveu tirar satisfações. Os dois começaram a brigar, e outros foliões entraram na briga. Uma garrafa jogada por um participante acertou um militar, e os dois homens que começaram a briga também ficaram feridos e foram presos. Mas antes, os três feridos foram levados para a UPA Oeste.  

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave