Corpos moldados na piscina

Atleta já precisou de segurança para escapar das fãs mais fervorosas em evento do COB

iG Minas Gerais | Débora Ferreira |

Colírios. Nadadores Kaio Márcio e Felipe Martins chamam a atenção dentro e fora das piscinas do Minas Tênis Clube, onde treinam
MARIELA GUIMARAES / O TEMPO
Colírios. Nadadores Kaio Márcio e Felipe Martins chamam a atenção dentro e fora das piscinas do Minas Tênis Clube, onde treinam

O sonho de muitos atletas é ganhar visibilidade e se destacar nas modalidades em que praticam. Junto com o sucesso no esporte, acabam conquistando o público, e alguns se tornam até galãs de em suas áreas. O assédio ainda é maior para os nadadores – especialmente os bonitos. A beleza dos corpos definidos, sempre expostos durante os treinos e competições, fazem com que esses esportistas ganhem todas as atenções do público feminino.

“A gente está sempre com o corpo exposto, estamos sempre andando de sunga. A natação é um esporte muito completo, então a gente fica fisicamente muito bem preparado”, explica o experiente nadador Kaio Márcio, da Fiat-Minas, medalhista mundial e pan-americano.

Ataque. A postura tímida de Kaio não muda em nada no assédio das fãs, que já deixaram o atleta em posição nada confortável. “Teve um evento que eu participei, mas eu estava de roupa, que foi a abertura dos Jogos escolares lá em João Pessoa, organizado pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Umas 50 mulheres me cercaram e queriam tirar minha roupa. Foi uma situação meio difícil. Tinha uns seguranças lá e me ajudaram, mas eu nunca tinha passado por isso”, relata Kaio Márcio.

Para fugir dos constrangimentos, o jeito é aprender a lidar com a fama. Bem-humorados, os nadadores minastenistas contam que encontraram uma maneira até de tirar proveito da situação, principalmente nos treinamentos. “A gente costuma falar que quando tem mulher bonita em volta da piscina dá até um estímulo para o treino, porque um quer ganhar do outro, quer aparecer, quer nadar mais rápido. É bom, a gente acaba fazendo amizade, conversa rapidinho, pega telefone, sempre rola isso”, brinca Felipe Martins, que divide as piscinas com a carreira modelo.

Outro lado. Quando adolescente, o nadador costumava ouvir piadas sobre seu porte físico – magro e alto –, e teve que começar a fazer alguma atividade. Afinado com a natação, ele entrou para a faculdade de Educação Física, começou a fazer bicos, até se tornar modelo. Prato cheio para as fãs. Mas Felipe leva as duas profissões com muita responsabilidade.

“Eu acredito que as duas carreiras ajudam muito uma à outra, por exemplo, para ser modelo, a natação me ajudou muito, porque os modelos têm uma imagem de não saudável, passam a imagem de droga, bebida, noitada, e a parte modelo me ajuda muito na natação por conta de mídia. Vende muito mais ser os dois do que ser só nadador”, conta ele.

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