Ano traz muitas categorias em aberto

iG Minas Gerais |

E não é só a principal estatueta da noite que vai chegar ao Dolby Theatre sem mãos definidas. Em um ano sem um grande favorito, como “Gravidade” no ano passado, para arrebanhar os prêmios técnicos, vários filmes dividem a atenção e o apoio dos diversos grupos da Academia, devendo brigar até a última hora por categorias indefinidas – resultando num provável esfarelamento de vencedores.

Uma das mais disputadas é a de trilha musical. Alexandre Desplat, que acumula oito indicações nos últimos nove anos sem nunca ter ganhado, concorre com ele mesmo em “O Jogo da Imitação” e “O Grande Hotel Budapeste”. Esse último tem maior apoio da Academia, mas o primeiro é uma trilha mais convencional que pode ganhar o voto dos membros mais velhos. E os dois terão que concorrer com “A Teoria de Tudo”, que já levou o Globo de Ouro.

Outra categoria que encenará o “embate das biografias inglesas” é roteiro adaptado. “O Jogo da Imitação” ganhou o prêmio do Sindicato dos Roteiristas, enquanto “A Teoria de Tudo” foi o vencedor no Bafta. E os dois disputam ainda com “Whiplash”, um dos melhores roteiros do ano que, por ter tido uma cena transformada em um curta antes de ser produzido, foi considerado adaptado pela Academia.

E pela primeira vez desde 2009, efeitos visuais é uma das categorias mais imprevisíveis da noite. Sem uma grande revolução técnica como “Avatar”, “As Aventuras de Pi” ou “Gravidade”, três filmes indicados têm reais chances de ganhar. “Guardiões da Galáxia” é o mais popular; “Planeta dos Macacos: O Confronto”, o preferido dos técnicos de efeitos; e “Interestelar” tem o peso do “autor” Christopher Nolan.

Outro prêmio que quase sempre chega definido e ganha uma bem-vinda imprevisibilidade em 2015 é melhor animação. Sem “Uma Aventura LEGO”, que era tido como favorito e nem foi indicado, a vitória pode ir para blockbusters como “Operação Big Hero 6” ou “Como Treinar seu Dragão 2” – que, por sua vez, podem dividir os votos e ver algo como “The Song of the Sea” surpreender.

Por fim, a última surpresa da noite pode alfinetar os brasileiros. Em melhor filme estrangeiro, o polonês “Ida” é tido como favorito, dada a temática da Segunda Guerra, holocausto e a excelência técnica que normalmente seduz a Academia. Mas a última vez que um longa hermético e em preto e branco sobre a Europa da guerra – também indicado a melhor fotografia – concorreu foi “A Fita Branca” e ele perdeu para um argentino popular, “O Segredo dos Seus Olhos”. E se “Ida” dividir os votos “sérios” com o russo “Leviatã”, que já levou o Globo de Ouro, é “Relatos Selvagens”, que foi muito bem recebido nas sessões para a Academia, que pode dar o tricampeonato aos vizinhos hermanos. (DO)

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