Ainda mais rocambolesca

Segunda temporada de “Orphan Black” estreia no Brasil na próxima terça com trama intricada e a agilidade habitual

iG Minas Gerais |

Várias. Tatiana Maslany vai se desdobrar em várias personagens até o final da segunda temporada
Steve Wilkie
Várias. Tatiana Maslany vai se desdobrar em várias personagens até o final da segunda temporada

São Paulo. A premissa da série “Orphan Black” já é complicada: Sarah (Tatiana Maslany) vê uma mulher idêntica a ela se matar, rouba seus pertences e assume sua identidade. A protagonista logo descobre que a suicida e ela – e uma infinidade de outras – são clones de alguém que desconhece. Na segunda temporada, a ficção científica que ajudou o canal BBC America a alcançar seu recorde de audiência nos EUA em 2013, quando estreou, e conquistou a crítica, fica mais rocambolesca. Ao fim do segundo ano, que estreia terça-feira no Brasil, Maslany terá se desdobrado em 13 personagens. Juntam-se ainda à trama membros de uma seita religiosa que persegue os clones, cientistas maléficos e conspiradores.

Cada episódio é tão cheio de histórias que é impossível falar mais sem dar spoilers. O que se pode dizer é que, lentamente, a origem das clones – e por que elas estão soltas no mundo sem saber de onde vieram e da existência das outras – fica mais clara. A primeira temporada é a revelação do mistério. Na segunda, começamos a entender a existência dos clones.

“Algumas dessas questões continuam a ser desenvolvidas no terceiro ano”, conta Jordan Gavaris, o intérprete de Felix, irmão de Sarah. O ator diz que o elenco tampouco sabe o desfecho da trama e que só recebe informações dos episódios uma semana antes das filmagens. “Os autores querem preservar a história. Numa conversa casual, a gente pode revelar mais do que deve. Para o ator, o mistério é positivo. Você decora suas falas e confia no fato de que conhece seu personagem tão bem que algo de bom vai sair dali”, diz.

Graeme Manson, cocriador da série com John Fawcett, diz, porém, que os autores têm uma ideia muito clara de onde a história irá terminar. “Sabemos para onde estamos indo e a cada temporada revelamos algo novo, incluímos uma reviravolta e um novo nível da conspiração”, afirma. “Mas nada está escrito em pedra. Coisas acontecem, mudam, encontramos novos atores bons. Muita coisa afeta a história à medida que ela se desenrola”, completa.

Manson conta que a intenção é deixar os espectadores tensos com o ritmo alucinante em que as coisas acontecem – é praticamente impossível entender um episódio sem ter visto o anterior – e que a velocidade é hoje uma das marcas registradas da série. “A rapidez é uma das coisas legais no seriado. O espectador não sabe o que vai acontecer e assiste na beira da cadeira”, diz. A produção, que chega ao terceiro ano em 18 de março nos EUA, estreou com expectativas modestas, num canal pequeno e com elenco pouco conhecido. Maslany, por exemplo, ganhou o papel porque a produção exigia uma protagonista canadense para ganhar isenção de impostos no país. A atuação lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro. A estreia da segunda temporada nos EUA foi vista por 1,5 milhão de espectadores e ficou no topo na lista de séries mencionadas no Twitter.

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