Arte do sertão à beira-mar

Com identificação de cada artista, as peças são provenientes de todas as parte do Estado de Pernambuco

iG Minas Gerais | Vitor Tavares |

Entrada do prédio do museu Cais do Sertão, que integra o projeto Porto Novo Recife
Hans von Manteuffel/divulgação
Entrada do prédio do museu Cais do Sertão, que integra o projeto Porto Novo Recife

Chegando ao Recife Antigo, todas as novas atrações estão a apenas alguns passos de distância. Com fácil acesso de ônibus ou táxi, basta escolher um horário e desbravar o bairro onde a capital pernambucana nasceu. Para aproveitar toda a estrutura que está se formando, a dica é reservar pelo menos uma tarde inteira.

O passeio pode começar no museu Cais do Sertão, que presta uma bela homenagem ao povo sertanejo e à música criada pelo pernambucano Luiz Gonzaga, o eterno Rei do Baião. Interativo e com intervenções que vão desde a recriação do percurso do rio São Francisco – com direito a água e tudo – ao karaokê dos clássicos do forró, o museu traz para a beira do mar o universo que, apesar da distância, está tão presente na cultura da gente do Recife. É como se tornasse verdade a máxima que diz que um dia “o sertão vai virar mar e o mar vai virar sertão”.

O museu ocupa o antigo Armazém 10, num espaço de 2.000 m². O conteúdo da exposição foi dividido em sete territórios temáticos, que ocupam dois andares, em salas de projeção multimídia e estúdios de música. Neste ano, o museu deve inaugurar sua segunda fase, com sala de exposição itinerante e vão livre na frente d’água.

Frevo

Chegando ao Marco Zero, para onde a cidade conflui, pode-se admirar o conjunto arquitetônico de herança holandesa, além de poder arriscar no passo do frevo, de alguma orquestra que esteja passando.

Aliás, não deixe de visitar o museu Paço do Frevo, um tributo ao mais pernambucano dos ritmos, na praça do Arsenal, que conta a história do ritmo por meio de imagens, vídeos, estandartes e, claro, muita música.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave