Pauta mais que precisa

Sem apelações, “Profissão Repórter”, de Caco Barcellos, informa de forma espontânea e sem sisudez

iG Minas Gerais | geraldo bessa |

Turma. Caco Barcellos lidera uma grande equipe de jovens e promissores profissionais
Globo/Zé Paulo Cardeal
Turma. Caco Barcellos lidera uma grande equipe de jovens e promissores profissionais

O “Profissão Repórter” merecia mais espaço e um lugar de destaque na programação da Globo. Criado como quadro do “Fantástico”, em 2007, e fixado na grade da emissora um ano depois, o programa resiste bravamente como uma das poucas opções instigantes e, aparentemente, independentes dentro da Globo. Principal idealizador da produção, Caco Barcellos consegue manter o formato do programa sem soar repetitivo ou óbvio, onde, a cada semana, quatro equipes de reportagens se dividem para mostrar lados diferentes de um mesmo assunto.

Na atual temporada, se destaca o frescor de Mayara Teixeira. Sem muita experiência e extremamente curiosa, ela caminha junto com o desenvolvimento da matéria, sem querer aparecer mais que seus objetos de reportagem. Além da informação, a graça do programa reside no ar itinerante da produção, que testa talentos e lança novos profissionais.

Com uma leve modificação na vinheta de abertura, o “Profissão Repórter” deixa claro que não se interessa muito em mudanças estéticas e gráficas. E isso não diminui em nada o tom moderno que já carrega. Com repórteres e cinegrafistas jovens, casos de Thiago Jock e Estevão Muniz, o programa continua na dianteira do contemporâneo. Afinal, quando se pensa em produções de reportagem, logo vem à cabeça a imagem de engravatados como Sérgio Chapelin ou Roberto Cabrini, apresentadores do “Globo Repórter” e do “SBT Repórter”, respectivamente. Com Barcellos e sua equipe, a pegada é outra. Eles não estão impecavelmente arrumados e no conforto de um estúdio. No entanto, conseguem viver e transmitir a matéria de maneira muito sensível e diretamente ao público.

Linguagem e formato também se mostram eficazes. O tom coloquial e sem eufemismo aproxima o telespectador, as conversas com cada personagem encontrado são pautadas por um contato próximo, onde nada parece forçado ou montado.

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