Dilemas da vida quase real

Regina Duarte exalta tom naturalista de “Sete Vidas”, próxima novela das seis, substituta de “Boogie Oogie”

iG Minas Gerais | geraldo bessa tv press |

Surpresa. Regina Duarte conta que fica surpreendida com os papéis que lhe são oferecidos na TV
Jorge Rodrigues Jorge/CZN
Surpresa. Regina Duarte conta que fica surpreendida com os papéis que lhe são oferecidos na TV

Um misto de empolgação e incômodo tomam conta de Regina Duarte ao falar de Esther, sua personagem em “Sete Vidas”, próxima trama das seis da Globo. Na novela assinada por Lícia Manzo e dirigida por Jayme Monjardim – que tem previsão de estreia para o dia 9 de março –, ela viverá os dilemas de uma mulher que, após a morte da companheira, teve de criar os dois filhos adotivos sozinha. Mesmo feliz com o papel, os olhos brilhantes e o sorriso da atriz se fecham quando questionada sobre referências e inspirações para viver sua primeira personagem gay. “Não consigo e nem quero limitar a Esther apenas a essa informação. Antes de ter vivido uma relação lésbica, ela é uma mulher solar, filha do movimento hippie dos anos 70, que se dedicou à família e tem uma ótima relação com os filhos. É um excelente papel. Muito bem escrito”, defende ela, que se diz sem preconceitos, mas prefere não se posicionar sobre a importância de sair ou não do armário. “Sexualidade é algo muito íntimo”, opina.

“Sete Vidas” é a primeira novela em que Regina volta a atuar de forma integral desde “O Astro”, de 2011. Antes disso, havia apenas participado dos quatro primeiro capítulos da atual novela das nove, “Império”. “Foi uma participação totalmente afetiva. Aguinaldo (Silva) me convidou e eu adoro os chamados dele”, conta. Embora já tenha trabalhado com Jayme Monjardim em projetos como “Chiquinha Gonzaga” e “Páginas da Vida”, esta é a primeira vez que Regina entra em contato com o texto de Lícia, autora que se destacou com o tom realista de “A Vida da Gente”. A novela de estreia de Lícia como titular, inclusive, foi fundamental na hora da atriz aceitar o convite. “Fiquei muito comovida com a história. Essa linguagem naturalista da Lícia é encantadora e um grande exercício em direção ao menos. Não dá para ser teatral ou exagerada, tem de ser leve e cotidiana”, acredita.

Aos 68 anos e em sua 37ª novela, Regina afirma que ainda consegue se surpreender com os personagens que lhe são oferecidos. “Não posso me queixar. Vejo gente da minha geração com bons personagens e acho isso muito importante. É necessário respeitar essa memória”, destaca.

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