Péssima impressão

iG Minas Gerais |

Na coluna da semana passada, escrevi que Atlético e Corinthians eram os favoritos para ganhar a Libertadores, e não só entre os times brasileiros. Contudo, no próprio sábado passado, o Galo perdeu dois jogadores titulares no jogo pelo Campeonato Mineiro, o que mudou tudo, e para muito pior. Escrevo aqui o que falei para colegas de redação: Se o Pratto, o Marcos Rocha e o Douglas Santos não voltarem logo, o Atlético não passa da primeira fase. Não que eles sejam craques, mas os substitutos estão em um nível bem abaixo dos titulares. Isso sem falar no garoto Carlos, que também faz muita falta. Gostaria que alguém do Atlético respondesse à torcida, e a coluna está aberta para a resposta, até quando vão insistir com Jô? É melhor jogar com um a menos. Ele não acrescenta nada dentro de campo, e muito menos fora dele. Quanto a Patric, é esforçado e tem bom condicionamento físico, mas é pouco para substituir Marcos Rocha, peça essencial para o sucesso do Galo nos últimos anos. Já Pedro Botelho corre muito, mas pensa pouco. Agora, é preciso registrar que ninguém jogou nada no Chile, e o técnico Levir Culpi demorou demais para mexer no time, que ficou “nocauteado” após sofrer o primeiro gol, em falha inaceitável para um goleiro como Victor, que tem crédito eterno com a Massa. O que pode amenizar um pouco a situação do time é que Cárdenas deve e tem que entrar na equipe para fazer o meio-campo ser mais rápido, já que Dátolo, como sempre ressalto, é inconstante demais. Já quanto ao Corinthians, minha impressão depois do massacre sobre o São Paulo, que escapou de uma goleada, é que o time é, agora, o principal favorito a ficar com a taça. Destaque negativo da partida, além da atuação do São Paulo, foi o erro inacreditável do árbitro mineiro Ricardo Marques Ribeiro, que não deu uma falta claríssima em um jogador do São Paulo no começo da jogada do segundo gol corintiano, que matou qualquer chance de reação do tricolor. Aliás, gostaria também que alguém da Federação Mineira de Futebol, da CBF, da Conmebol, e até da Fifa, explicasse como esse péssimo juiz ainda apita jogos importantes? Ele está quase sempre envolto em polêmicas, geradas por seu trabalho, confuso e ruim. Tenho a impressão que ele quer aparecer mais do que os jogadores, o que é muito ruim para ele, mas ainda mais para os verdadeiros protagonistas do espetáculo. Foi eleito o melhor juiz do Brasileiro de 2014, uma amostra inequívoca do nível da nossa arbitragem: de dar dó. Ganso usou a palavra “roubo” para qualificar a atuação do árbitro, que, dentre outros erros recorrentes, também não viu uma bola bater um metro dentro do gol, a um metro dele, quando atuava como juiz auxiliar em um jogo do Brasileirão do ano passado, o mesmo em que ele foi o “melhor”. Como Ribeiro costuma processar quem o ofende, um direito que ele tem, o atleta do São Paulo pode se preparar para desembolsar uma “graninha” em favor desse juiz. Aliás, que me desculpe meu colega Tostão, que costuma defender Ganso, mas ele precisa jogar mais e falar menos, pois foi engolido pela marcação corintiana e parece mesmo estar caminhando para um final de carreira melancólico, nem sombra do jogador que apareceu no Santos. Me parece muito mais falta de vontade do que de futebol. A expectativa agora e pela estreia do Cruzeiro, uma incógnita depois de tantas mudanças em relação ao time vencedor de 2013 e 2014. Confirmado. Ontem, o diretor jurídico da Associação Nacional de Árbitros de Futebol, Giuliano Bozzano, confirmou que Ricardo Marques Ribeiro vai processar Ganso, mas deixou uma questão no ar. “Se Paulo Henrique (Ganso) optar por vir a público e esclarecer melhor suas palavras, Ricardo, como uma pessoa equilibrada, vai fazer sua avaliação e pode ou não repensar suas atitudes. Eu, como advogado, apenas o represento”, disse Bozzano ao SporTV.

Reintegração. Muita gente está questionando a volta do volante Charles ao elenco do Cruzeiro após mais de um ano treinando separado. Do ponto de vista técnico, realmente a iniciativa do clube é questionável. Porque ele não serviu durante mais de um ano e agora serve? Ao assistir a entrevista do jogador após a reintegração, quase chorando e citando a filha – que perguntava porque ele não estava jogando –, acho que se trata de uma questão humanitária.

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