'Vamos investir mais em treinamento'

Rômel de Souza Presidente da Usiminas

iG Minas Gerais |

A venda de energia no ano passado ajudou no lucro da Usiminas no ano. Para 2015, quais as perspectivas. Ela deve ter um papel expressivo?

Para 2015, a venda de energia deve ter um papel marginal, já que há uma mudança nos preços de referência. Já não está mais tão atrativo. No ano passado, o valor chegou no patamar de R$ 800 por megawatt/hora. Agora, está na casa dos R$ 300 por megawatt/hora. A menos que o preço mude, a perspectiva é que a comercialização de energia deste ano seja marginal. A empresa está apostando no mercado doméstico. Entretanto, o país vem enfrentando diversos problemas, entre eles com a Petrobras, que é uma grande consumidora no país numa situação nada favorável, paralisando obras e até demitindo. E a Copa que estimulou setor de infraestrutura acabou. Assim quais são as alternativas?

A Petrobras vai trazer prejuízo para determinados setores. Fornecemos tubulações para o transporte de óleo e gás, só que ela não é o nosso principal mercado. Além do mais há outros setores que podem compensar a redução da demanda da empresa, como o de geração elétrica, como é o caso das eólicas. No que se refere à Copa, ela não foi tão significativa em termos de volume. Vamos focar nos segmentos de aço de maior valor agregado, em demandas mais específicas. Temos um centro de pesquisas em Ipatinga, no Vale do Aço, que pode desenvolver produtos de acordo com as necessidades dos clientes. E vamos investir mais do que o ano passado em treinamento, a perspectiva é de R$ 15 milhões a R$ 20 milhões. 

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